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Operação integrada prende operadora financeira de facção baiana escondida no Rio

Ação conjunta mira líderes do crime organizado do sul da Bahia refugiados no Vidigal

Por: Redação

20/04/202610:22

Uma operação integrada envolvendo o Ministério Público da Bahia (MPBA), a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) e as Polícias Civis da Bahia e do Rio de Janeiro foi deflagrada nesta segunda-feira (20) com o objetivo de desarticular lideranças de uma organização criminosa que atua no sul da Bahia. Os alvos estavam escondidos na comunidade do Vidigal, na capital fluminense.

Ação conjunta mira líderes do crime organizado do sul da Bahia refugiados no Vidigal
Foto: REPRODUÇÃO/MPBA

Prisão de operadora financeira

Durante a ação, foi presa Núbia Santos Oliveira, apontada como uma das principais operadoras financeiras da facção Primeiro Comando de Eunápolis (PCE), que possui ligação com o Comando Vermelho. Ela é esposa de Wallas Souza Soares, conhecido como “Patola”, considerado um dos líderes do grupo, ao lado de Ednaldo Pereira dos Santos, o “Dada”.

De acordo com as investigações, Núbia atuava em esquemas de lavagem de dinheiro e possuía dois mandados de prisão em aberto pelos crimes de tráfico de drogas e homicídio. Além dela, um homem foi preso em flagrante durante a operação. Com ele, foram apreendidos um fuzil e entorpecentes.

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Investigações continuam

A operação é resultado de um trabalho contínuo de investigação e monitoramento realizado de forma integrada pelas forças de segurança da Bahia e do Rio de Janeiro. O principal objetivo é capturar 13 detentos que fugiram do Conjunto Penal de Eunápolis, em dezembro de 2024, e que, desde então, estariam escondidos no Rio de Janeiro sob a proteção do Comando Vermelho.

As apurações indicam que, mesmo foragidos, os suspeitos continuam exercendo funções de liderança na organização criminosa, coordenando atividades ilícitas à distância e mantendo vínculos com o tráfico de drogas e outros crimes.

As autoridades informaram que as investigações e o monitoramento seguirão de forma permanente até que todos os fugitivos sejam localizados e presos.