STF tenta conter desgaste em caso que envolve Toffoli, Moraes e Banco Master
Relações com o Banco Master ampliam pressão interna e externa sobre a Corte
Por: Redação
21/02/2026 • 11:55 • Atualizado
A atuação recente do Supremo Tribunal Federal (STF) passou a ser atravessada por um novo foco de tensão. Nos bastidores, cresce a pressão em torno da conexão entre o Banco Master e os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, tema que vem sendo tratado com reserva dentro da Corte.
Apurações da Polícia Federal (PF) apontaram indícios de conflito de interesses, o que levou a uma movimentação interna para evitar o aprofundamento público do caso. A estratégia incluiu reuniões reservadas e decisões administrativas que afastaram o debate do plenário, numa tentativa de conter o desgaste institucional.
No centro da controvérsia está o Banco Master, citado em investigações que levantam dúvidas sobre a relação do banco com integrantes do Judiciário. A condução do tema reforçou críticas sobre corporativismo e falta de transparência no STF, segundo informações divulgadas pela colunista Demétrio Magnoli, na Folha de S.Paulo.
O segundo movimento veio com a ampliação de investigações já em curso, sob relatoria de Moraes, incorporando novos fatos sem sorteio e mantendo o caso no Supremo, mesmo envolvendo pessoas sem prerrogativa de foro. A leitura de bastidores é que o sigilo judicial virou peça-chave para proteger a Corte de um abalo maior.
O episódio também reverbera no campo político. A proximidade histórica entre Lula e Toffoli volta ao radar, num momento em que o Planalto e o STF tentam preservar a aliança institucional construída após os ataques à democracia. Nos bastidores, a avaliação é de que o caso ainda pode produzir novos capítulos e ampliar o desgaste público do tribunal.
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