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Documentos mostram R$ 27 milhões em investimentos de filho de ministro Nunes Marques

Advogado de 25 anos passou a representar grandes empresas após abrir escritório; defesa diz que patrimônio é regular e declarado à Receita Federal

Por: Redação

09/07/202608:14Atualizado

O advogado Kevin de Carvalho Marques, filho do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques, acumulou R$ 27,7 milhões em fundos de investimento em pouco mais de dois anos de atuação profissional. As informações constam em documentos da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) entregues à CPI do Crime Organizado do Senado e obtidos pela Folha de S.Paulo.

Advogado de 25 anos passou a representar grandes empresas após abrir escritório; defesa diz que patrimônio é regular e declarado à Receita Federal
Foto: Foto: Reprodução/Redes Sociais

Os registros mostram que, em agosto de 2025, Kevin possuía cerca de R$ 5 milhões aplicados em um fundo de renda fixa do Banco do Brasil. Entre agosto e dezembro do mesmo ano, realizou uma nova aplicação de R$ 22,4 milhões em outro fundo da instituição, elevando o total investido para R$ 27,7 milhões.

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Os documentos não apontam qualquer irregularidade nas aplicações financeiras ou no patrimônio do advogado.

Aos 25 anos, Kevin foi aprovado no exame da OAB em fevereiro de 2024 e abriu seu escritório de advocacia seis meses depois. Desde então, passou a representar empresas como Refit e Grupo Petrópolis, principalmente em processos no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), além de atuar em ações no Tribunal de Justiça do Piauí e no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Ministro Nunes Marques é pai de Kevin Nunes Marques

Ministro Nunes Marques é pai de Kevin Nunes Marques


Em nota, a defesa informou que todos os recursos estão devidamente declarados à Receita Federal, tanto na pessoa física quanto na jurídica, e ressaltou que “o advogado Kevin Marques não advoga no STF”.

A reportagem também destaca que o escritório não informou a origem dos recursos investidos nem detalhou sua carteira de clientes. O caso reacende o debate sobre a atuação profissional de familiares de ministros dos tribunais superiores, embora não haja indicação de ilegalidade nas movimentações financeiras ou na atividade exercida pelo advogado.