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Desemprego cai a 5,1% e atinge menor nível da série histórica

Pnad mostra recordes de ocupação, renda média e carteira assinada em 2025

Por: Redação

30/01/202610:41

O Brasil encerrou o trimestre terminado em dezembro com taxa de desocupação de 5,1%, a menor já registrada desde o início da Pnad Contínua, em 2012. O dado confirma um cenário de forte aquecimento do mercado de trabalho, segundo levantamento divulgado nesta sexta-feira (30) pelo IBGE.

Foto Desemprego cai a 5,1% e atinge menor nível da série histórica
Foto: Amanda Oliveira/Gov-BA

Ao observar o desempenho consolidado de 2025, a taxa média anual de desemprego ficou em 5,6%, também o menor índice da série histórica. No mesmo período, o número de pessoas ocupadas alcançou 103 milhões, reforçando o avanço da formalização e da atividade econômica no país.

Outro recorde veio pela renda média mensal do trabalhador, que chegou a R$ 3.560, um crescimento de 5,7% em relação a 2024, o equivalente a um aumento real de R$ 192. O resultado aponta melhora no poder de compra e na remuneração média da população ocupada.

O contingente de trabalhadores com carteira assinada também atingiu o maior patamar já registrado, com 38,9 milhões de pessoas, o que representa um acréscimo de 1 milhão de vínculos formais na comparação com o ano anterior.

A Pnad Contínua acompanha o comportamento do mercado de trabalho entre pessoas com 14 anos ou mais, considerando todas as formas de ocupação, com ou sem carteira assinada, temporários e trabalhadores por conta própria. Pelo critério do instituto, só é considerada desocupada a pessoa que procurou emprego nos 30 dias anteriores à pesquisa, realizada em cerca de 211 mil domicílios em todo o país.

O levantamento também relembra o pior momento da série histórica, quando a taxa de desemprego chegou a 14,9%, nos trimestres encerrados em setembro de 2020 e março de 2021, durante a pandemia de covid-19.

Os números da Pnad foram divulgados um dia após os dados do Caged, indicador do Ministério do Trabalho e Emprego que monitora apenas vagas com carteira assinada. Apesar do saldo negativo de 618 mil postos formais em dezembro, o balanço fechado de 2025 foi positivo, com a criação de quase 1,28 milhão de empregos formais no país.