Caso Gisele: Justiça mantém prisão de tenente-coronel acusado de feminicídio
Geraldo Neto está preso desde março e também responde por fraude processual
Por: Redação
14/10/2026 • 15:30
A Justiça de São Paulo manteve a prisão preventiva do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, réu pela morte da esposa, a policial militar Gisele Alves Santana, em fevereiro deste ano. A decisão foi tomada na terça-feira (13), segundo o advogado Miguel da Silva Jr., que representa a família da vítima.
De acordo com a defesa de Gisele, o Ministério Público se manifestou contra o pedido de revogação da prisão. O militar está detido no Presídio Romão Gomes desde 18 de março, acusado de matar a esposa com um tiro na cabeça no apartamento onde o casal vivia, no Brás, região central da capital paulista.
Gisele foi encontrada morta em 18 de fevereiro. Inicialmente, o tenente-coronel afirmou que ela havia cometido suicídio enquanto ele tomava banho. A investigação, porém, apontou vestígios de sangue considerados incompatíveis com a versão apresentada e indícios de alteração da cena do crime.
Leia também:
Família de filha da PM morta conquista vitória contra tenente-coronel
STJ manda caso Gisele à Justiça comum e júri popular
Em julho, a Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou Geraldo réu por feminicídio qualificado, em contexto de violência doméstica, e fraude processual. As acusações incluem agravantes como motivo torpe e recurso que teria dificultado a defesa da vítima. O processo segue em andamento.
Relacionadas
