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Morre adolescente agredido por piloto Pedro Turra em Brasília

Rodrigo sofreu traumatismo craniano faleceu na manhã deste sábado (7)

Por: Redação

07/02/202611:52Atualizado

O jovem Rodrigo Helbingen Fleury Castanheira, de 16 anos, faleceu na manhã deste sábado (7) na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Brasília, em Águas Claras. 

Rodrigo Castanheira
Foto: Reprodução

O adolescente estava internado em estado crítico desde o dia 22 de janeiro, após ser agredido durante uma confusão em Vicente Pires pelo ex-piloto de automobilismo Pedro Arthur Turra Basso, que competia na Fórmula Delta.

A confirmação do óbito foi feita pelo advogado da família, Albert Halex. Rodrigo sofreu traumatismo craniano grave e, apesar das intervenções médicas, não resistiu às complicações decorrentes das lesões.

Turra está detido preventivamente desde o dia 30 de janeiro, após uma nova ordem de prisão solicitada pelo Ministério Público (MPDFT).

No momento da detenção em sua residência, o ex-piloto foi alvo de protestos de moradores locais. Anteriormente, ele havia chegado a ser preso em flagrante, mas obteve liberdade provisória mediante o pagamento de uma fiança de R$ 24 mil decisão revertida após o agravamento das investigações.

Dinâmica da Agressão

Segundo as investigações conduzidas pela 38ª Delegacia de Polícia (Vicente Pires), o conflito teve início por um motivo fútil:

  • A provocação: Testemunhas afirmam que Turra jogou um chiclete mascado em um amigo da vítima.
  • O confronto: Após uma troca de provocações, os jovens entraram em luta corporal.
  • O impacto: Vídeos do local registram o momento em que Rodrigo é atingido por um soco e bate a cabeça violentamente contra um carro. Ele desmaiou de imediato e apresentou sinais graves de hemorragia ainda no local.

Histórico de Violência e Reações

O delegado responsável pelo inquérito, Pablo Aguiar, classificou o comportamento de Turra como "sociopata" e revelou que o ex-piloto possui um histórico extenso de ocorrências policiais, que incluem:

  • Tortura: Acusação de uso de um taser contra uma adolescente.
  • Briga de Trânsito: Agressão física contra um motorista de 49 anos.
  • Violação do ECA: Denúncia de coação para que uma menor de idade consumisse álcool em uma festa.

A defesa do acusado, representada pelo advogado Enio Barros, contesta as afirmações do delegado, alegando que as declarações extrapolam a competência policial e podem configurar abuso de autoridade.

Próximos Passos Judiciais

Com a morte de Rodrigo, a Polícia Civil deve alterar a capitulação do crime para lesão corporal seguida de morte (Art. 129, §3º do Código Penal). Neste caso, é um crime preterdoloso, onde existe o dolo (vontade) de agredir, mas a morte ocorre por culpa (imprudência ou negligência). A pena prevista varia de 4 a 12 anos de reclusão.

O inquérito foi relatado nesta sexta-feira (6) e o caso segue agora para as instâncias judiciais, enquanto amigos e familiares de Rodrigo realizam vigílias e pedem por justiça.