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Empresários cobram menos impostos e equilíbrio fiscal do próximo governo

Pesquisa da CNI mostra que empresários defendem avanço da reforma tributária, controle dos gastos públicos e estímulos à produção

Por: Redação

22/06/202610:32Atualizado

A redução da carga tributária e a busca por equilíbrio nas contas públicas aparecem entre os principais desafios apontados pelo setor industrial para o próximo governo federal. É o que revela uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (22) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), com empresários de diferentes regiões do país.

Foto Empresários cobram menos impostos e equilíbrio fiscal do próximo governo
Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil

Segundo o levantamento, 29% dos executivos entrevistados consideram prioritária a redução de impostos e a consolidação da reforma tributária. Outros 22% defendem medidas voltadas ao equilíbrio fiscal e ao aprimoramento da gestão pública. O incentivo à indústria e à produção surge logo em seguida, citado por 21% dos participantes.

A pesquisa também avaliou quais ações os empresários consideram mais importantes em áreas específicas. Na geração de empregos, 71% apontaram a redução dos encargos sobre a folha de pagamento como principal medida. Na saúde, 48% defenderam o combate à corrupção e ao desvio de recursos públicos. Já na segurança, 45% destacaram o enfrentamento ao tráfico de drogas e ao crime organizado.

Na área econômica, 42% dos entrevistados citaram o controle dos gastos públicos aliado à redução de impostos como prioridade. Em educação, 38% apontaram a necessidade de investir na qualificação dos professores.

O estudo ainda identificou preocupações relacionadas ao ambiente de negócios. A redução de impostos lidera novamente a lista, mencionada por 45% dos empresários. Em seguida aparecem a diminuição das taxas de juros e a ampliação da oferta de crédito, com 26% das respostas. O incentivo à atividade industrial e produtiva ocupa a terceira posição, com 21%.

Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, o crescimento econômico depende da sintonia entre as políticas fiscal e monetária. Segundo ele, a falta de coordenação entre essas áreas pode reduzir a eficácia de medidas voltadas ao desenvolvimento produtivo e ao aumento dos investimentos.

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A pesquisa ouviu 1.003 executivos de empresas industriais de pequeno, médio e grande porte. As entrevistas foram realizadas entre os dias 7 de maio e 5 de junho de 2026, abrangendo todas as regiões do país.

O levantamento também reforça a preocupação do setor com fatores que compõem o chamado “Custo Brasil”, como a carga tributária, os juros elevados e as condições de acesso ao crédito, aspectos considerados relevantes para a competitividade da indústria nacional.