Banco BRB busca fundos do Master, mas esbarra em falta de saldo e liquidez
Momentos depois o Banco Central fechou a venda do Banco Master
Por: Redação
06/01/2026 • 20:21 • Atualizado
O Banco Master ofereceu ao BRB dois fundos de investimento em papéis do tesouro americano situados na Ilha de Jersey, perto da Inglaterra, assim como em Nassau, nas Bahamas, durante o processo de modificação de carteiras “vencidas”. Ainda assim, o BRB providenciou a apuração da consistência desses investimentos e deu de cara com a ausência de ativos nos respectivos fundos, segundo a coluna Dinheiro & Negócios, de Gabriella Furquim, no portal Metrópoles.
No primeiro, foi diagnosticado que, desde 2023, o suposto fundo estava escasso de recurso em suas contas. Já no segundo, a equipe enviada para analisar o fundo recebeu a resposta de que não existia papéis do tesouro americano, tal qual ações de empresas do alto escalão.
O detalhe é que as descobertas aconteceram no período que antecedeu a negativa do Banco Central (BC) quanto à venda do Master para o BRB. As carteiras foram encontradas pelo BC ao analisar a transação que guiou a Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), deflagrada em 18 de novembro.
No mesmo dia, o BC determinou a liquidação do Master, e identificou que o valor das carteiras supostamente falsas vendidas pelo Banco Master ao BRB seria de R$ 12,2 bilhões. Segundo os investigadores, o Master usou uma empresa de fachada para captar e revender os papéis, sem desembolsar um só real por eles.
O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, afirmou, em depoimento à PF, na sede do Supremo Tribunal Federal (STF), no dia 30 de dezembro, que o Master havia substituído a carteira podre por outros papéis. Em contrapartida, os novos ativos eram de R$ 10 bilhões.
Aliado a isso, o valor de R$ 2 bilhões que faltaram estavam inseridos na negociação quando o BC determinou a liquidação do Master. Este fator interrompeu a transação. Por fim, os fundos da Ilha de Jersey e das Bahamas faziam parte dos ativos que somavam R$ 10 bilhões, disponibilizados na primeira carteira negativa, ainda segundo a publicação.
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