Passagens aéreas sobem 11,2% em maio e viagem no Brasil fica mais cara, aponta Anac
Alta do querosene de aviação e medidas do governo não impedem aumento das tarifas no transporte aéreo, que chega a 11,2% em maio
Por: Redação
06/07/2026 • 10:49 • Atualizado
Viajar de avião dentro do Brasil ficou mais caro em maio. Segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o preço médio das passagens aéreas domésticas chegou a R$ 632,53, uma alta de 11,2% em comparação com o mesmo mês do ano passado.
Os valores consideram a data de compra dos bilhetes e incluem apenas o preço do transporte aéreo. Taxas como despacho de bagagem e outros encargos não entram no cálculo. Os dados foram ajustados pela inflação (IPCA). Também ficaram de fora passagens compradas com milhas, tarifas corporativas e bilhetes de funcionários das companhias aéreas.
A alta acontece mesmo após medidas do governo federal para tentar reduzir o impacto do aumento dos combustíveis no setor aéreo. Um dos principais fatores foi a alta de 68,5% no preço do querosene de aviação (QAV), que pressionou as tarifas.
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Governo anunciou medidas para o setor
No fim de abril, o governo federal anunciou ações emergenciais para ajudar as companhias aéreas. Entre elas está uma linha de financiamento pelo Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC) para compra de combustível. O valor pode chegar a até R$ 2,5 bilhões por empresa, com risco assumido pelas próprias companhias.
Também foi criada uma linha de crédito de R$ 1 bilhão para reforço do capital de giro das empresas do setor.
Outra medida foi a redução das alíquotas de PIS/Cofins sobre o querosene de aviação, com impacto estimado de queda de cerca de R$ 0,07 por litro no combustível.
As companhias ainda puderam adiar o pagamento de tarifas de navegação aérea ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), referentes ao período entre abril e junho de 2026.
Crédito emergencial aprovado
Em maio, o Conselho Monetário Nacional aprovou novas regras para financiamentos de capital de giro do setor aéreo.
Foi criada uma linha emergencial de até R$ 1 bilhão, limitada a 1,6% do faturamento bruto anual das empresas em 2025, com teto de R$ 330 milhões por companhia.
Segundo o governo, o dinheiro deve ser usado apenas para capital de giro. O pagamento será feito em até seis meses, em parcela única, com juros ligados a 100% da taxa média do CDI.
Para acessar o crédito, as empresas precisam comprovar o impacto da alta do combustível e sua capacidade de cumprir os compromissos financeiros.
