GM aposta em bateria mais barata e eficiente
LMR chega ao mercado a partir de 2028
Por: Ana Beatriz Fernandez Martinez
27/06/2025 • 19:00
A eletrificação automotiva segue avançando com melhorias na velocidade de recarga e na eficiência das baterias. Atualmente, os veículos elétricos utilizam diferentes tecnologias, como as baterias de íons de lítio em composições NMC (Níquel-Manganês-Cobalto), NCA (Níquel-Cobalto-Alumínio) e lítio ferro fosfato.
A General Motors, no entanto, está desenvolvendo uma nova alternativa: às baterias LMR (sigla para "Lithium Manganese Rich" ou lítio com alto teor de manganês). Apresentadas recentemente durante uma coletiva de imprensa em seu centro de tecnologia em Detroit, nos Estados Unidos, as novas baterias prometem ser mais acessíveis, eficientes e fáceis de manter.
Fruto de uma parceria com a LG Energy Solution e a Samsung, a LMR elimina o uso de cobalto — mineral caro e de difícil extração — e substitui a maior parte do níquel pelo manganês, reduzindo custos sem comprometer o desempenho.
Atualmente, baterias comuns usam cerca de 85% de níquel, encarecendo o processo. Com o enriquecimento de manganês, a densidade energética da LMR é 33% maior. Elas utilizam células prismáticas, mais simples de montar e integrar, além de uma estrutura em lâminas modulares que facilita a manutenção.
Segundo a GM, essa configuração reduz em até 75% o custo de reposição de peças nos módulos e corta em 50% o custo de produção de elementos do sistema da bateria.
Apesar de já estarem em estágio avançado de desenvolvimento, as baterias LMR só devem equipar veículos da GM a partir de 2028. A empresa está fortalecendo sua cadeia de fornecedores e prevê escalar a produção industrial a partir do fim de 2026.
Modelos mais acessíveis da montadora receberão as novas baterias, enquanto as de NMC seguirão sendo utilizadas em versões premium.
