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Vitiligo atinge mais de 1 mi de brasileiros

Desconhecimento tornam maiores os desafios para os portadores

Por: Gabriel Pina

25/06/202515:43Atualizado

Nesta quarta-feira (25) é celebrado o Dia Mundial do Vitiligo. Ao todo, segundo os dados do Ministério da Saúde, mais de um milhão de brasileiros, ou seja, quase 0,54% de toda a população, possui diagnóstico da doença. Apesar disso, o desconhecimento sobre o distúrbio torna maiores os desafios para os portadores.

Mulher com rosto coberto por manchas do vitiligo
Foto: Reprodução/Freepik

O vitiligo é uma doença crônica, ou seja, de longa duração, com progressão lenta e, muitas vezes, sem cura, que afeta a produção de melanina, pigmento produzido pelos melanócitos, que dão cor à nossa pele. De acordo com a dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Dra. Paola Pomerantzeff, para a maioria dos pacientes, o único sintoma da doença são as manchas de pele.

“As causas do vitiligo ainda são desconhecidas, mas já se sabe que fenômenos autoimunes e alterações emocionais, como estresse, são fatores que estão relacionados com a doença, podendo desencadeá-la ou agravá-la. Além disso, pessoas que possuem histórico de vitiligo na família têm mais chance de sofrer com a doença”, disse Pomerantzeff

Além disso, a doença pode ser classificada em dois tipos: segmentar ou unilateral e não segmentar ou bilateral. O primeiro normalmente aparece na juventude, manifestando-se apenas em uma parte do corpo e podendo afetar a coloração dos pelos e cabelos.

Já o não segmentar ou bilateral é o tipo mais comum da doença e manifesta-se de forma generalizada, aparecendo primeiro nas extremidades do corpo, como mãos e pés. Desenvolve-se em ciclos de perda de cor e estagnação que duram a vida toda e tendem a se tornar maiores com o tempo.

“Mesmo sendo uma doença benigna e não contagiosa, as lesões provocadas pelo vitiligo geram um impacto significante na qualidade de vida e na autoestima do paciente”, completou a dermatologista.

O vitiligo não tem cura, mas os tratamentos da doença podem controlar o aparecimento de novas manchas e melhorar a qualidade de vida.

“A fototerapia com radiação UVB-nb é indicada para quase todas as formas de vitiligo, promovendo ótimos resultados. Além disso, podem ser utilizadas outras tecnologias como a fototerapia PUVA, lasers, técnicas cirúrgicas e de transplante de melanócitos. Na maioria dos casos, recomenda-se também acompanhamento psicológico”, afirmou Dra. Paola.