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Surto de Ebola: 506 mortes já foram registradas no Congo

Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta sobre “fase de expansão” do vírus transmissor

Por: Micaele da Matta|Agência Brasil

07/07/202615:20Atualizado

Dos 1.561 casos de Ebola registrados na República Democrática do Congo, 506 mortes foram confirmadas até o momento. Por conta disso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou, nesta terça-feira (7), sobre o fato do surto ainda não ter se estabilizado e continuar se expandindo no país, em uma transmissão impulsionada pela circulação da população e pela falta de testes específicos para detectar a variante do vírus: a Bundibugyo.

Paciente sendo atendido
Foto: Ilustrativa/Tânia Rêgo/Agência Brasil

“Infelizmente, ainda está na fase de expansão. Gostaríamos de dizer que a situação está se estabilizando, mas, francamente, ainda não podemos afirmar isso”, relatou a médica Anne Ancia, representante da OMS no país, a repórteres por videoconferência de Bunia, no epicentro da epidemia.

O ebola é um vírus raro, tendo a Zaire e a Bundibugyo como as variantes mais perigosas e letais, se espalhando principalmente por contato direto com fluidos corporais como sangue, urina, saliva, suor, fezes, vômito, leite materno e líquido amniótico de uma pessoa infectada. 

Segundo Ancia, a falta de confiança nas instituições de saúde por da população da cidade mineira de Mongbwalu interfere de forma preocupante na contenção do vírus e no tratamento. isso pois, uma vez infectados, em vez de irem em busca de tratamento local, os trabalhadores viajam e disseminam a doença para novas regiões.

“Os deslocamentos populacionais, a insegurança persistente e a fragilidade do sistema de saúde continuam a complicar os esforços para controlar o surto”, ressalta a especialista ao concluir que a quase saturação de alguns centros de tratamento do Ebola é um desafio.

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Em relação aos perigos de morte, embora potencialmente fatal e totalizando o seu terceiro surto, de acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos  o cepa Bundibugyo apresenta uma taxa de letalidade menor (em torno de 28% a 50%) em comparação com a cepa Zaire, que pode matar até 90% dos infectados.

Detalhes da variante

A cepa Bundibugyo é uma variante rara do Ebola para a qual ainda não existem vacinas ou tratamentos aprovados, o que potencializa a expansão de contaminação. Desde maio deste ano, onde casos foram relatados pela primeira vez, o surto de doença Ebola causada pelo vírus Bundibugyo vem afetando não só a República Democrática do Congo como também a Uganda.

Até o momento, de acordo com a CDC, o surto de Ebola no Congo foi confirmado nas províncias de Ituri, Kivu do Norte e Kivu do Sul. No entanto, casos relacionados ao surto da república já se espalharam e foram relatados em Kampala, capital de Uganda. A doença foi identificada pela primeira vez em 1976, na República Democrática do Congo, que segue tendo sua população atingida.