Suposto teste de gravidez em menina vira alvo de investigação em Salvador
Família indica que garota, de 11 anos, teria passado por episódio na UPA de Paripe
Por: Mateus Oliveira
15/07/2026 • 14:30 • Atualizado
Uma menina de 11 anos foi submetida, nesta quarta-feira (15), a um teste de gravidez na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Paripe. A mãe da menor, Laiza Silva de Jesus, que acompanhava a filha, não foi informada sobre o procedimento e da suspeita do médico plantonista. Em função do ocorrido, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e a Polícia Civil da Bahia (PC-BA) apuram o ocorrido.
Informações iniciais indicam que a filha chegou à UPA com sintomas de dor de cabeça e náuseas, mas o atendimento causou desconforto desde o primeiro momento. O médico, segundo a mãe, fez perguntas para a garota se ela já menstruava, namorava e se tinha relações sexuais. Com essas suspeitas, o médico realizou o exame de Beta-hCG, que é feito para detectar gravidez
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A mãe descobriu sobre as perguntas feitas à filha fora da UPA, momento em que a jovem revela para a mãe como se deu o atendimento. Em posse dos exames feitos na unidade de atendimento, a mãe viu que a filha tinha sido testada para gravidez. Ao perceber o ocorrido, a mãe e o pai da jovem voltaram à UPA para exigirem esclarecimento.
Com o caso revelado pela TV Record, a SMS iniciou uma investigação sobre o caso junto com a direção da UPA. Procurada pela reportagem do portal Esfera, a secretaria apura também como ocorreu a comunicação com os responsáveis legais durante o atendimento.
Além disso, a pasta esclareceu que exames complementares podem ser solicitados pelos médicos para confirmar ou descartar suspeitas médicas. Já a PC-BA informou que não localizou ocorrência do caso até o momento.
Confira a nota na íntegra da SMS:
"A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) informa que o caso está sendo apurado em conjunto com a direção da unidade de saúde, com o objetivo de esclarecer todas as circunstâncias do atendimento prestado à paciente. Embora a apuração ainda esteja em andamento, a Secretaria esclarece, de forma geral, que, em determinadas situações clínicas, exames complementares podem ser necessários para confirmar ou descartar hipóteses diagnósticas e orientar a conduta médica, incluindo a prescrição de medicamentos e a realização de procedimentos, sempre de acordo com a avaliação clínica e os protocolos assistenciais.
Paralelamente, a Secretaria também apura como ocorreu a comunicação com os responsáveis legais durante o atendimento, considerando que o acolhimento, a transparência das informações e o diálogo com a família são princípios fundamentais da assistência prestada pela rede municipal de saúde.
A SMS lamenta qualquer situação que possa ter gerado desconforto à paciente e aos seus familiares e reafirma seu compromisso com uma assistência humanizada, ética e pautada em critérios técnicos. Caso sejam identificadas inconsistências na condução do atendimento, serão adotadas as medidas administrativas cabíveis, conforme os resultados da apuração."
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