Organização que administra unidades de saúde na Bahia é alvo de investigação
Ações do CEO da empresa, Cláudio Vitti, estão entre os questionamentos
Por: Redação
08/07/2026 • 14:05 • Atualizado
A Associação Saúde em Movimento (ASM), responsável pela gestão de unidades de saúde na Bahia, enfrenta uma série de questionamentos judiciais e administrativos. A entidade é alvo de processos por supostas fraudes, atraso no pagamento de funcionários e fornecedores, além de estar sendo investigada após o vazamento de dados de aproximadamente 500 mil pacientes atendidos em serviços sob sua administração.
As denúncias ganharam ainda mais repercussão diante do padrão de vida atribuído à direção da entidade, comandada pelo CEO Cláudio Vitti, que passou a ser alvo de questionamentos públicos. Reportagens apontam a aquisição de imóveis de alto padrão, veículos de luxo e viagens internacionais por integrantes da administração, enquanto a organização enfrenta disputas judiciais relacionadas à prestação dos serviços de saúde.
A Associação Saúde em Movimento administra contratos milionários com o poder público e é responsável pela operação de hospitais, policlínicas e outras unidades de saúde no estado. Os casos seguem em apuração pelos órgãos competentes, enquanto a entidade afirma que atua dentro da legalidade e que apresentará os esclarecimentos necessários no decorrer das investigações.
Vazamento de dados
A investigação também apura a exposição de informações pessoais e médicas de pacientes atendidos em unidades geridas pela organização. O caso mobilizou autoridades responsáveis pela proteção de dados, que buscam identificar a origem da falha e avaliar se houve descumprimento da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). A associação afirma que adotou medidas para conter o incidente e apurar as circunstâncias do ocorrido.
Além da investigação, a entidade responde a processos envolvendo denúncias de irregularidades administrativas, incluindo reclamações de atraso no pagamento de salários, fornecedores e prestadores de serviço. As ações também questionam a condução de contratos e a gestão financeira da organização.
