Multivitamínicos diários podem fazer mal à saúde
Estudo aponta risco de morte precoce com o uso contínuo
Por: Layra Mercês
21/06/2025 • 09:00
Risco oculto no uso diário de multivitamínicos
Tomar multivitamínicos diariamente, hábito comum entre quem busca reforçar a saúde, pode não oferecer os benefícios esperados — e ainda trazer prejuízos. Uma ampla pesquisa norte-americana revelou que esses suplementos não aumentam a longevidade e podem estar associados a um leve aumento no risco de morte nos primeiros anos de uso.
O levantamento, feito com cerca de 400 mil adultos acompanhados por mais de duas décadas, questiona a eficácia e segurança do consumo prolongado dessas cápsulas, especialmente quando ocorre sem orientação profissional.
Suplementos em excesso podem intoxicar o corpo
Comercializados amplamente em farmácias e lojas de produtos naturais, os multivitamínicos são, muitas vezes, utilizados por conta própria. A promessa de melhorar a imunidade ou corrigir deficiências nutricionais leva muitos ao consumo desregulado, que pode ser perigoso.
Quando ingeridos sem necessidade comprovada por exames, esses compostos podem provocar sobrecarga no organismo. Vitaminas lipossolúveis, como A, D, E e K, por exemplo, tendem a se acumular no corpo, gerando efeitos tóxicos com potencial de afetar órgãos como fígado, rins e sistema nervoso.
Nutrientes que exigem mais atenção
Alguns componentes, quando consumidos em excesso, representam maior risco. Veja os principais:
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Ferro: pode causar náuseas, dores abdominais e danos ao fígado.
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Vitamina A: o excesso pode gerar alterações neurológicas e de pele.
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Vitamina D: níveis elevados favorecem acúmulo de cálcio no sangue, com risco de arritmia e insuficiência renal.
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Selênio: consumo elevado pode causar queda de cabelo, distúrbios intestinais e sintomas neurológicos.
Atenção antes de suplementar
Para garantir segurança, o ideal é verificar a real necessidade do uso de multivitamínicos por meio de exames e acompanhamento médico. Tanto o excesso quanto a deficiência de nutrientes podem comprometer a saúde. A suplementação só deve ser feita com base em avaliação individualizada e indicação profissional.
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