Inteligência Artificial acelera criação de novos medicamentos contra doenças
Tecnologia tem o intuito de analisar moléculas rapidamente
Por: Redação
04/04/2026 • 12:00 • Atualizado
A inteligência artificial (IA) já revoluciona a descoberta de novos medicamentos, de modo a acelerar pesquisas que antes poderiam levar anos ou décadas. O avanço é urgente: a resistência bacteriana já causa 1,1 milhão de mortes por ano e pode chegar a 8 milhões até 2050, se não houver soluções. Os antibióticos, um marco da medicina, perdem a eficácia à medida que as bactérias evoluem.
O desenvolvimento de novos remédios enfrenta barreiras como alto custo, pouco interesse da indústria e escassez de novidade, segundo informações divulgadas pela BBC. Pesquisadores, como James Collins, do MIT, usam IA para analisar milhões de moléculas em horas ou dias. Com isso já avaliaram mais de 45 milhões de compostos, criaram 36 milhões de moléculas inéditas e identificaram duas altamente eficazes contra bactérias resistentes, como gonorreia e SARM.
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Doenças complexas
A tecnologia também mira doenças como Parkinson, o que ajuda a mapear proteínas no cérebro, identificar alvos terapêuticos e criar moléculas que possam interromper a doença antes do surgimento dos sintomas.
A IA permite criar compostos totalmente novos e analisar bilhões de possibilidades, algo impossível com métodos tradicionais. Apesar disso, ela ainda atua principalmente na fase inicial de descoberta; testes clínicos e aprovação seguem demorados.
Especialistas acreditam que, nos próximos anos, grande parte dos novos medicamentos será desenvolvida com apoio da inteligência artificial, ampliando possibilidades e mudando o combate a doenças resistentes.
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