Baixa vacinação contra HPV preocupa Salvador e municípios da Bahia
Mais de 500 mil crianças e adolescentes seguem sem proteção
Por: Redação
03/04/2026 • 09:44 • Atualizado
A Bahia enfrenta desafios significativos na vacinação de crianças e adolescentes contra o papilomavírus humano (HPV). Mais de 500 mil jovens entre 9 e 14 anos ainda não receberam a vacina, o que representa uma cobertura estadual de 58,4%.
Em Salvador, o cenário é ainda mais preocupante. A capital apresenta apenas 48% de cobertura vacinal. De uma população de 170.811 jovens nascidos entre 2012 e 2017, 88.703 pré-adolescentes e adolescentes ainda não foram imunizados.
A adesão por idade mostra um padrão alarmante: apenas 8% das crianças de 9 anos receberam a vacina, enquanto a faixa dos 11 anos registra 27,2%. A cobertura volta a subir entre os 13 e 14 anos, chegando a quase 66%.
Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o HPV inclui mais de 200 subtipos, mas apenas os de alto risco como os tipos 16, 18, 31, 33, 45 e 58 estão relacionados a tumores malignos. Além do câncer de colo do útero, o vírus pode causar câncer de vulva, vagina, pênis, ânus, orofaringe e verrugas genitais.
A dificuldade de cobertura não se limita à capital. Em todo o estado, crianças de 9 anos têm a menor adesão, apenas 6,3%. A vacinação só aumenta a partir dos 10 anos, chegando a 64%, e atinge o pico aos 12 anos, com 74% dos jovens imunizados.
Alguns municípios apresentam índices críticos: Vera Cruz registra 32% de cobertura, Umburanas 37,7% e Santo Amaro 38,8%. Por outro lado, pequenas cidades do interior se destacam: Gongogi lidera com 93%, seguida por Piripá (92%) e Nova Ibiá (89%).
O panorama revela um desafio contínuo para ampliar a proteção contra o HPV entre jovens baianos, especialmente nas faixas etárias mais precoces e em áreas urbanas com baixa adesão.
