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Idosos com anemia têm mais chance de desenvolver demência, diz estudo

Pesquisa liga a condição ao aumento de 66% na probabilidade de diagnóstico

Por: Redação

24/04/202609:20

Um exame de sangue rotineiro pode revelar mais do que alterações na saúde física. Pesquisa publicada em 17 de abril na revista científica JAMA Network Open indica que idosos com anemia apresentam maior risco de desenvolver demência ao longo dos anos. A condição, caracterizada pela redução da hemoglobina ou dos glóbulos vermelhos, foi associada a um aumento de 66% na probabilidade de diagnóstico em pessoas com 60 anos ou mais.

Anemia
Foto: Ilustrativa/Reprodução/Freepik

Os dados vêm do Swedish National Study on Aging and Care in Kungsholmen (SNAC-K), que acompanha o envelhecimento de moradores de Estocolmo. O levantamento analisou 2.282 participantes sem demência no início da pesquisa, entre 2001 e 2004, e os seguiu até 2019. O tempo médio de acompanhamento foi de nove anos e três meses.

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Ao longo do período, 362 voluntários receberam diagnóstico de demência. Mesmo após ajustes que consideraram idade, sexo, nível de escolaridade e doenças crônicas, a associação entre anemia e maior risco permaneceu estatisticamente significativa. O estudo também encontrou ligação entre a condição sanguínea e marcadores biológicos associados a doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer's disease.

Saúde cerebral

Os autores destacam que os resultados apontam uma associação, e não uma relação de causa e efeito. Isso significa que a pesquisa não comprova que a anemia provoca demência, mas sugere que ela pode estar conectada a processos envolvidos no declínio cognitivo. Para os pesquisadores, monitorar e investigar quadros de anemia na terceira idade pode contribuir para uma vigilância mais ampla da saúde cerebral.