Harmonização facial vive fase mais natural, diz biomédica
Especialista Mona Alves fala sobre prevenção, excessos e segurança nos procedimentos
Por: Domynique Fonseca
26/02/2026 • 12:50 • Atualizado
A harmonização facial no Brasil passa por uma fase de maior naturalidade e foco na prevenção. A avaliação é da biomédica esteta Mona Alves (@dramonaalves), especialista em harmonização facial e corporal, entrevistada nesta quinta-feira (26) no programa Portal Esfera no Rádio, da 97,5 FM, apresentado por Luis Ganem.
Segundo a profissional, o perfil dos pacientes mudou nos últimos anos. “A gente começou a entender que se cuidar desde cedo é o segredo. Hoje, pessoas na faixa dos 20 anos já procuram procedimentos com foco em prevenção. Nem sempre é para mudar, mas para se reconectar com a própria imagem”, afirmou.
De acordo com Mona, a harmonização já passou por diferentes fases. Em um primeiro momento, houve uma busca por transformações marcantes.
“Teve aquela fase da mudança extrema, em que as pessoas queriam se transformar. Mandíbulas muito marcadas, lábios volumosos. Só que isso começou a gerar excessos, e muitas pessoas ficaram parecidas entre si”, explicou.
Naturalidade como tendência
Atualmente, diz a biomédica, o cenário é outro. “Hoje o bonito é ser natural. É parecer que não fez nada. O paciente quer que digam que ele está com aparência descansada, não que fez harmonização”, destacou.
Ela reforça que harmonização não é um procedimento específico, mas um conceito. “Não existe um procedimento chamado harmonização facial. Harmonização é harmonia. Às vezes, você faz um botox e trata olheiras, e isso já é harmonização. É equilibrar os pontos do rosto”, esclareceu.
Para Mona, a popularização nas redes sociais contribuiu para distorções na percepção pública.
“Alguns casos de excesso ganharam visibilidade e o termo acabou ficando ‘poluído’. Tem paciente que chega dizendo: ‘quero fazer isso, mas não quero harmonização’. Na verdade, qualquer procedimento que traga equilíbrio e rejuvenescimento faz parte desse conjunto”, afirmou.
Saúde em primeiro lugar
A especialista também chamou atenção para a importância da avaliação clínica antes de qualquer intervenção estética.
“Quando fazemos um procedimento, provocamos um processo inflamatório no organismo. Por isso, o paciente precisa estar com a saúde em dia”, disse.
Ela relata que evita atender pessoas gripadas ou com viroses e ressalta a necessidade de cautela em casos mais delicados.
“Gestantes, lactantes, pacientes com doenças autoimunes ou que usam medicação controlada precisam de liberação médica. Não é só estética, é saúde.”
"Vício do bem"
Questionada se procedimentos estéticos podem gerar dependência, Mona reconhece que existe esse risco, mas defende a atuação ética como ponto central.
“Existe aquele vício do bem, mas o segredo está em encontrar um profissional que não pense só no dinheiro. Eu freio muito meus pacientes. Às vezes pedem ‘só mais um pouco’, e eu digo que não precisa”, relatou.
Para ela, o equilíbrio é fundamental. “Existe intervalo de tempo, existe quantidade. O menos é mais, sempre. Está em jogo o meu nome e, principalmente, a saúde do paciente”, concluiu.
