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Gota: veja como identificar os primeiros sinais da doença

Doença pode levar a sérias limitações

Por: Gabriel Pina

26/07/202510:00

Doença inflamatória provocada pelo acúmulo de cristais de ácido úrico nas articulações, especialmente nos pés, tornozelos e joelhos, a gota muitas vezes não recebe a atenção necessária, apesar de poder levar a sérias limitações físicas. Conheça algumas curiosidades sobre a doença.

Mulher segurando seu próprio pé
Foto: Reprodução/FreePik

De acordo com a reumatologista Cláudia Goldenstein Schainberg, a gota está associada tanto a fatores genéticos quanto a hábitos alimentares e estilo de vida. Entre os fatores de risco para a doença estão a predisposição genética, obesidade, hipertensão, diabetes, insuficiência renal, uso de diuréticos e consumo excessivo de carnes vermelhas, frutos do mar e bebidas alcoólicas.  

Segundo a especialista, os sintomas da gota podem estar associados à vermelhidão, inchaço e calor em uma articulação, sendo o dedão do pé o local mais comum.

“O excesso de ácido úrico no sangue, chamado hiperuricemia, nem sempre causa sintomas imediatos. Mas, quando há depósito nas articulações, o quadro pode ser muito doloroso e incapacitante”, explica a profissional.

O tratamento inclui o alívio da dor durante as crises e o controle dos níveis de ácido úrico a longo prazo. A médica reitera ainda que medicamentos como anti-inflamatórios, colchicina e corticosteroides podem ser usados para amenizar os sintomas, enquanto remédios que regulam o ácido úrico no sangue ajudam a prevenir novas crises. No entanto, o acompanhamento médico contínuo é crucial.

“O tratamento contínuo é essencial, mesmo fora das crises, para evitar recorrências e impedir o acúmulo de cristais que podem comprometer as articulações permanentemente”, completa a especialista.

Além dos medicamentos, Cláudia recomenda que mudanças no estilo de vida são essenciais. Uma alimentação equilibrada, redução no consumo de álcool, prática regular de exercícios físicos e manutenção do peso ideal são medidas que contribuem para a prevenção de novas crises e para uma melhor qualidade de vida dos pacientes.