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Doença de Chagas: pesquisa encontra cães infectados em comunidades de Salvador

Pesquisa da Fiocruz Bahia encontrou cães com anticorpos contra o Trypanosoma cruzi

Por: Redação

27/06/202615:05Atualizado

Uma pesquisa publicada na revista científica Acta Tropica identificou a circulação silenciosa do parasita Trypanosoma cruzi, causador da doença de Chagas, em bairros de Salvador. O estudo analisou amostras de sangue de 290 cães em comunidades socialmente vulneráveis da capital baiana.

Pesquisa da Fiocruz Bahia encontrou cães com anticorpos contra o Trypanosoma cruzi
Foto: Crédito: Ministério da Saúde/Divulgação

A investigação apontou soroprevalência de 5,1% nos bairros de Alto do Cabrito e Marechal Rondon, onde nove cães testaram positivo para o parasita. Já em Pau da Lima, todos os 113 animais avaliados apresentaram resultado negativo.

De acordo com os pesquisadores, todos os cães infectados tinham entre 5 e 15 anos, com idade mediana de 8,5 anos, o que sugere exposição ao parasita ao longo do tempo. Nenhum dos animais apresentou sinais clínicos da doença.

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Coordenado pelo pesquisador Fred Luciano Neves Santos, da Fiocruz Bahia, o estudo destaca que os cães podem atuar como sentinelas para identificar áreas com risco de transmissão da doença de Chagas, especialmente em regiões com vulnerabilidade social, saneamento precário e condições favoráveis à presença dos insetos transmissores.

Os pesquisadores ressaltam que os resultados indicam contato com o parasita e evidenciam a necessidade de novas investigações. No entanto, devido ao número reduzido de casos positivos e à falta de dados sobre vetores e infecção ativa, as conclusões ainda são consideradas preliminares.

 

Resposta da SMS ao Portal Esfera

Em nota ao Portal Esfera, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) informou que mantém monitoramento permanente da doença de Chagas em Salvador por meio da Vigilância Epidemiológica e do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). Segundo a pasta, a capital conta com 29 Postos de Informação de Triatomíneos (PITs) para recebimento e análise de barbeiros, além de equipes que realizam investigações e medidas de controle sempre que há confirmação do vetor. A secretaria também orienta que casos suspeitos da doença ou a presença do inseto sejam comunicados às unidades de saúde ou ao CCZ.