Logo

Canetas usadas para emagrecimento entra em fase de testes no SUS

Pesquisa busca entender se o remédio pode ampliar as opções contra a obesidade

Por: Redação

27/06/202608:40Atualizado

Pacientes com obesidade grave que aguardam cirurgia bariátrica começaram a ser incluídos em um novo estudo do Sistema Único de Saúde (SUS). A pesquisa, iniciada na sexta-feira (26), vai fornecer gratuitamente medicamentos à base de semaglutidahttps://www.portalesfera.com.br/bem-estar/saude/primeira-semaglutida-produzida-no-brasil-chega-as-farmacias para pessoas atendidas pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC), no Rio Grande do Sul.

Canetas emagrecedoras
Foto: Ilustrativa/Caroline Morais/Ministério da Saúde

Ao longo de dois anos, o projeto Real-Bari acompanhará 250 participantes. A equipe responsável pretende verificar se o tratamento ajuda na redução do peso, melhora a saúde dos pacientes e qual seria o impacto financeiro caso a medicação passe a fazer parte dos atendimentos oferecidos pelo SUS.

O que será avaliado?

Durante o estudo, serão analisados a qualidade de vida dos participantes, os resultados dos exames, a evolução do quadro de saúde, as condições dos pacientes após procedimentos cirúrgicos e o custo do uso da semaglutida na rede pública. As informações servirão de base para uma possível incorporação do medicamento ao sistema público.

Leia mais:

Anvisa proíbe suplemento irregular e suspende lotes de creatina
Farmácias iniciam venda de alternativa ao Ozempic com preço abaixo de R$ 300
Primeira semaglutida produzida no Brasil chega às farmácias

Poderão participar pessoas diagnosticadas com obesidade há pelo menos um ano, que não tiveram resultado com mudanças na alimentação e prática de atividade física. Também será necessário conseguir fazer a aplicação do medicamento ou contar com o apoio de um cuidador.

Segundo o GHC, 91% dos pacientes obesos atendidos pela unidade têm obesidade mórbida, mas menos da metade reúne as condições para realizar a cirurgia bariátrica. 

A pesquisa foi desenvolvida pelo Ministério da Saúde em parceria com o hospital e será financiada pela Fundação de Apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (FAURGS), com recursos da fabricante do medicamento.