PF investiga fraude eletrônica de R$ 1,3 milhão em Feira de Santana
Operação apura invasão de contas bancárias e bloqueia valores ligados ao esquema
Por: Redação
13/03/2026 • 10:45
Uma operação da Polícia Federal foi deflagrada em Feira de Santana, segunda maior cidade da Bahia, para investigar um esquema de fraudes eletrônicas contra clientes de instituições financeiras. A ação ocorreu na quarta-feira (11) e cumpriu seis mandados de busca e apreensão.
As investigações apontam que o golpe pode ter provocado um prejuízo estimado em R$ 1,3 milhão, atingindo diversas vítimas que tiveram suas contas bancárias acessadas de forma irregular.
De acordo com a Polícia Federal, o principal alvo da operação é um ex-gerente de banco, suspeito de coordenar o esquema. Ele teria utilizado informações privilegiadas para entrar nas contas dos clientes e realizar transferências indevidas para contas de terceiros.,
Como funcionava o esquema de fraude
Segundo a apuração, após acessar as contas das vítimas, os valores eram transferidos inicialmente para contas intermediárias. Em seguida, o dinheiro era movimentado novamente até chegar a uma conta controlada pelo próprio investigado.
A estratégia tinha como objetivo dificultar o rastreamento das transações financeiras, criando uma cadeia de movimentações para tentar ocultar a origem dos recursos.
Além do ex-gerente, outras pessoas também são investigadas por possível participação no esquema, embora os detalhes sobre o envolvimento de cada suspeito ainda não tenham sido divulgados pelas autoridades.
Justiça autorizou quebra de sigilos
Durante o andamento da investigação, a Justiça autorizou uma série de medidas cautelares para aprofundar a apuração do caso.
Entre as decisões estão a quebra de sigilo telefônico, bancário e fiscal dos investigados, além do bloqueio de valores existentes nas contas utilizadas nas fraudes.
Segundo a Polícia Federal, as medidas buscam identificar toda a rede envolvida no golpe financeiro, bem como rastrear o destino final do dinheiro desviado.
Crimes investigados
Caso as suspeitas sejam confirmadas, os envolvidos poderão responder pelos crimes de furto qualificado mediante fraude e associação criminosa.
As investigações seguem em andamento e a Polícia Federal ainda não informou se haverá novas fases da operação para identificar outros possíveis participantes do esquema de fraude bancária eletrônica.
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