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Sturaro contesta áudio sobre reunião com prefeito de Salvador

Diretor nega vínculo entre reajuste e arrecadação da Guarda Municipal

Por: Domynique Fonseca

30/04/202615:00

Um áudio que circula nas redes sociais e menciona uma suposta reunião entre a Associação dos Guardas Civis Municipais de Salvador e o prefeito Bruno Reis (União Brasil) foi alvo de contestação por parte do diretor de Segurança Urbana e Prevenção à Violência de Salvador, coronel Humberto Sturaro. Em entrevista ao programa Portal Esfera no Rádio, na 97,5 FM, nesta quinta-feira (30), apresentado por Luis Ganem, ele afirmou que o conteúdo divulgado apresenta interpretações equivocadas.

Entrevistado Sturaro, no Portal Esfera no Rádio
Foto: Lorena Bomfim/ Portal Esfera

Segundo Sturaro, não há qualquer relação entre eventual reajuste salarial da Guarda Municipal e a criação de mecanismos de arrecadação, como sugerido no áudio.

“Não acredito que o prefeito tenha vinculado aumento à arrecadação. Isso não faz sentido e precisa ser tratado com responsabilidade”, afirmou.

O diretor também destacou que a Guarda Civil Municipal possui autonomia administrativa e financeira, não estando subordinada diretamente à Secretaria de Ordem Pública (Semop). Ainda assim, ele ressaltou que há alinhamento institucional entre os órgãos:

“O prefeito sempre defendeu que as estruturas atuem de forma integrada, mas cada uma tem suas atribuições bem definidas."

Denúncia de arrecadação

Ao abordar a possibilidade de atuação da Guarda em atividades de trânsito com caráter arrecadatório, Sturaro negou que exista qualquer proposta nesse sentido. Ele citou o superintendente da Transalvador, Diego Brito, como contrário à ideia, destacando que a medida poderia gerar sobreposição de funções.

“Já existe um órgão responsável pelo trânsito. Não há necessidade de criar conflitos de competência”, pontuou.

Sobre a reivindicação por equiparação salarial dos guardas municipais, o diretor afirmou que o tema está em discussão e deve ser tratado dentro das instâncias adequadas da administração pública, considerando os impactos financeiros. Ele também criticou a forma como o áudio foi divulgado, classificando o episódio como precipitado:

“É um processo necessário, mas que precisa ser conduzido com diálogo e equilíbrio."