Segurança não é só polícia, diz Sturaro sobre violência em Salvador
Diretor defende ações integradas e relata desafios no combate ao crime
Por: Domynique Fonseca
30/04/2026 • 12:54
O diretor de Segurança Urbana e Prevenção à Violência de Salvador, coronel Humberto Sturaro, afirmou que o enfrentamento da violência na capital baiana exige mais do que ações policiais. Em entrevista ao programa Portal Esfera no Rádio, na 97,5 FM, nesta quinta-feira (30), apresentado por Luis Ganem, o gestor destacou a necessidade de integração entre diferentes áreas do poder público e relatou desafios enfrentados na área de segurança.
Segundo Sturaro, a atuação no combate ao crime deve ser acompanhada por políticas públicas em setores como educação, cultura, saúde e assistência social.
“Segurança pública não é um problema só de polícia. Quando a tropa sai de uma área, outras instituições precisam ocupar aquele espaço com ações concretas”, afirmou.
O diretor também chamou atenção para o impacto da falta de oportunidades na entrada de jovens na criminalidade. Com base na experiência à frente de ações no Centro Histórico de Salvador, ele relatou que parte dos envolvidos em atividades ilícitas busca alternativas, mas encontra dificuldades para se reinserir.
“Há pessoas que querem sair do crime, mas encontram portas fechadas. A reintegração precisa ter o Estado como protagonista”, disse.
Durante a entrevista, Sturaro ainda comentou sobre iniciativas de oferta de trabalho para pessoas em situação de vulnerabilidade. Segundo ele, nem sempre as oportunidades são aproveitadas, seja pela informalidade ou pelo receio de perder benefícios sociais.
“É uma realidade complexa, que exige soluções amplas”, pontuou.
O gestor também defendeu a presença de lideranças nas áreas mais sensíveis da cidade e ressaltou a importância do vínculo com as equipes operacionais. Para ele, a confiança da tropa e a atuação próxima ao território contribuem para melhores resultados.
Ao abordar o cenário da segurança em Salvador, Sturaro afirmou que a redução da violência passa pela ocupação qualificada dos espaços urbanos.
“É preciso evitar que áreas vulneráveis sejam dominadas pelo crime, garantindo presença do Estado com serviços e oportunidades”, concluiu.
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