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Salvador promete 700 ônibus com ar-condicionado após alta na passagem

Renovação da frota ocorre após tarifa subir para R$ 5,90

Por: Redação

30/01/202613:26Atualizado

A frota de ônibus de Salvador deve ganhar cerca de 700 novos veículos com ar-condicionado ao longo dos próximos 12 meses, segundo anúncio da Prefeitura de Salvador. A previsão é que as primeiras unidades entrem em circulação a partir de março, em meio a críticas recorrentes à qualidade do serviço e poucos meses após o reajuste da passagem para R$ 5,90, uma das mais caras do país.

Foto Salvador promete 700 ônibus com ar-condicionado após alta na passagem
Foto: Bruno Concha / Secom

De acordo com a Secretaria de Mobilidade (Semob), parte da renovação já está em andamento. Na última quarta-feira (28), técnicos do órgão estiveram na fábrica da Mercedes-Benz, responsável pela produção dos ônibus, para verificar se os veículos atendem às exigências do edital. A empresa venceu a licitação para fornecer os ônibus climatizados que irão integrar o sistema.

Do total anunciado, 320 ônibus serão comprados diretamente pelo poder público para o Sistema de Transporte Coletivo por Ônibus (STCO). Outros 180 veículos irão para o transporte complementar (STEC) e 200 unidades serão incorporadas pelas concessionárias como parte das obrigações contratuais, prática prevista nos contratos de concessão.

Atualmente, Salvador opera com quase 2 mil ônibus, sendo apenas 741 com ar-condicionado. A ampliação da frota climatizada ocorre em um cenário de queda no número de passageiros, reclamações sobre conforto e frequência dos ônibus e aumento no custo para quem depende diariamente do transporte público.

Mesmo com a promessa de modernização, o anúncio não altera, por ora, o valor da tarifa, que passou por reajuste no início do ano. Capitais com sistemas maiores, como São Paulo e Rio de Janeiro, seguem com tarifas mais baixas do que a da capital baiana.

A Prefeitura afirma que a meta é chegar a 100% da frota climatizada até 2028. Para isso, firmou financiamentos que somam R$ 364 milhões, incluindo recursos do BNDES e da Caixa Econômica Federal, destinados tanto ao sistema convencional quanto ao transporte complementar.