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Operação mira casal suspeito de vender dados sigilosos na Bahia

Investigação aponta invasões a sistemas e comércio ilegal de informações

Por: Redação

27/03/202609:31

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) realizou, nesta sexta-feira (27), uma operação voltada ao combate à comercialização ilegal de dados sigilosos obtidos por meio de invasões digitais. Batizada de “Farsa Digital”, a ação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco).

Foto Operação mira casal suspeito de vender dados sigilosos na Bahia
Foto: Divulgação/ MP-BA

Durante a ofensiva, foi cumprido um mandado de busca e apreensão no bairro de Nova Brasília, em Salvador. O alvo é um casal suspeito de integrar um esquema de coleta e venda de informações sensíveis. A operação contou com o apoio do Batalhão Apolo da Polícia Militar.

As investigações tiveram origem no Ministério Público de São Paulo e, posteriormente, foram aprofundadas na Bahia. Os investigados teriam acesso indevido a sistemas eletrônicos para extrair dados como logins, fotografias, informações bancárias, registros públicos e conteúdos de bases policiais.

De acordo com o MP, parte dessas informações era disponibilizada para terceiros, que poderiam utilizá-las na prática de outros crimes. Há indícios ainda de que os suspeitos recebiam valores pela comercialização desses dados e pela produção de documentos falsos elaborados a partir das informações obtidas, como atestados de óbito.

Na ação, foram apreendidos celulares, computadores e documentos, que passarão por perícia para auxiliar no andamento das investigações. O casal é investigado por invasão de dispositivo informático qualificada, além de possíveis crimes de falsidade ideológica e estelionato.

As apurações também identificaram uma plataforma online utilizada para oferecer consultas a bancos de dados restritos, mediante pagamento e acesso por login. O site já foi bloqueado por determinação judicial, a partir de pedido do Gaeco de São Paulo.

Segundo os investigadores, foram localizadas dezenas de comunicações eletrônicas relacionadas a transações financeiras envolvendo o serviço. Há indícios de que os valores cobrados pelas informações poderiam chegar a R$ 15 mil, podendo variar conforme o tipo de dado solicitado.

O Ministério Público informou que as investigações continuam, e outras pessoas podem ser identificadas ao longo do processo.