Aluguel para o Carnaval de Salvador chega a R$ 150 mil em 2026
Mesmo perto da folia, ainda há imóveis disponíveis e espaço para negociação
Por: Redação
25/01/2026 • 11:30
De acordo com levantamento feito pelo jornal A TARDE, o mercado de aluguel por temporada em Salvador segue aquecido às vésperas do Carnaval. Com a proximidade da maior festa de rua do planeta, os valores cobrados por imóveis localizados próximos aos circuitos oficiais variam entre R$ 6 mil e R$ 150 mil pelo período de sete dias.
Quem circula pelas regiões da Barra, Ondina e arredores já percebe a grande quantidade de anúncios em prédios residenciais, indicando que, apesar da alta procura, ainda existem opções para foliões que deixaram a hospedagem para a última hora. Em alguns casos, inclusive, proprietários se mostram mais abertos à negociação para evitar imóveis vazios durante a festa.
Em 2026, o preço médio de um apartamento situado dentro do circuito Barra-Ondina gira em torno de R$ 20 mil para a semana do Carnaval. Os valores, no entanto, oscilam conforme fatores como localização, tamanho do imóvel, estado de conservação e infraestrutura do prédio.
Proprietário de imóveis na Barra, Ondina e Armação, Roberto Cunha afirma que parte das locações costuma ser fechada com muita antecedência. Um de seus apartamentos, por exemplo, foi alugado dez meses antes da folia, o que permitiu condições facilitadas de pagamento para o inquilino. Ainda assim, ele garante que o mercado segue oferecendo alternativas, especialmente em Ondina, onde uma pequena parcela das unidades permanece disponível.
Segundo Roberto, a proximidade do Carnaval pode beneficiar quem ainda busca um imóvel. Isso porque alguns proprietários passam a flexibilizar os preços diante do risco de não conseguir locar o apartamento.
“Existe mais margem para negociação, mas o desafio é ter recursos para pagar valores altos em pouco tempo”, avalia.
Imóveis mais antigos, localizados em prédios sem elevador ou com estrutura mais simples, tendem a demorar mais para serem alugados e, por isso, ainda aparecem como opção mesmo nas semanas finais antes da festa. Após a localização, os aspectos mais observados pelos interessados são o estado do apartamento e as condições do edifício.
Em termos de preço, Ondina costuma superar a Barra em cerca de R$ 2 mil, em média. A diferença está ligada ao perfil do público: enquanto Ondina atrai foliões interessados nos camarotes, a Barra é mais procurada por quem quer acompanhar a saída dos blocos.
Além disso, itens que antes eram considerados diferenciais passaram a ser indispensáveis. O corretor Pedro Ortega destaca que o ar-condicionado se tornou essencial para imóveis alugados no Carnaval, tanto no circuito Barra-Ondina quanto no Campo Grande, onde os valores costumam ser de 30% a 50% mais baixos.
Outros bairros também entram no radar dos foliões, como Canela, Graça e Corredor da Vitória. Por ficarem mais distantes dos circuitos, essas regiões geralmente apresentam preços mais acessíveis, embora imóveis maiores ou com vista privilegiada possam atingir cifras elevadas.
“É possível encontrar desde apartamentos simples por cerca de R$ 6 mil até imóveis com vista direta para o circuito, que funcionam como verdadeiros camarotes e ultrapassam R$ 50 mil”, explica Ortega. Ele ressalta ainda que os preços seguem em alta ano após ano.
O servidor público George Oliveira é um exemplo de quem opta pelo aluguel por temporada para curtir o Carnaval em família. Morador do IAPI, ele negocia um imóvel no Campo Grande para acomodar cerca de 12 pessoas, entre parentes da capital e do interior. A busca começou em novembro, mas as tratativas avançaram apenas nas últimas semanas, diante dos altos valores cobrados por apartamentos maiores.
Para evitar problemas, George prefere fazer a busca presencialmente, conversando com porteiros e moradores, visitando os imóveis e formalizando tudo por meio de contrato. A estratégia também ajuda a evitar golpes, comuns em períodos de grande demanda.
O consultor imobiliário Luciano Braz, do Creci-BA, alerta que datas como o Carnaval atraem golpistas e reforça a importância de pesquisar preços, desconfiar de ofertas muito abaixo do mercado e, sempre que possível, contar com corretores credenciados.
“Já encontramos anúncios neste ano com valores próximos de R$ 160 mil”, afirma.
Para quem utiliza plataformas digitais, a recomendação é verificar o histórico do anunciante, avaliações de outros usuários e, se possível, visitar o imóvel ou fazer uma videochamada. Por fim, o contrato é apontado como item indispensável para definir regras, número de ocupantes e formas de pagamento, que não devem ser feitas integralmente de forma antecipada por segurança.
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