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Suspensão de atendimento em UPAs gera embate entre SMS e Sesab

Gestão municipal afirma que serviço era adicional; Estado vê risco de sobrecarga

Por: Redação

02/04/202617:53Atualizado

A suspensão da avaliação vascular especializada nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Salvador abriu um novo capítulo na relação entre a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) e a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab). A medida, que passou a valer na quarta-feira (1°), alterou a rotina de pacientes com quadros vasculares e motivou uma troca de posicionamentos entre as duas gestões.

UPA
Foto: Ilustrativa/ Divulgação/UPA Valéria

Em ofício encaminhado à Sesab no dia 31 de março, a Diretoria de Regulação, Controle e Avaliação da SMS informou que o serviço deixaria de ser ofertado a partir do dia seguinte, sem previsão de retomada. A avaliação vascular vinha sendo realizada no âmbito municipal como suporte complementar, auxiliando na definição de conduta em casos como pé diabético com necrose, comprometimento circulatório e risco de perda de membro.

A Secretaria Municipal sustenta que a revisão do fluxo não representa interrupção do atendimento nas UPAs, que permanecem responsáveis pela estabilização clínica e inserção dos pacientes no sistema de regulação. Segundo a pasta, a avaliação vascular não integra as atribuições diretas dessas unidades e foi incorporada como medida adicional para colaborar com a dinâmica estadual de regulação de leitos.

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A SMS, pontua, no entanto, que mesmo com a realização da etapa complementar, pacientes continuam aguardando transferência hospitalar após estabilização. Atualmente, 327 pessoas permanecem nas UPAs municipais já reguladas e com indicação de indicação de internação, incluindo casos vasculares, conforme aponta o órgão.

Pressão sobre a regulação

A diretora do Serviço Estadual de Regulação (SER), Rita Santos, afirma que, sem a retaguarda dessas unidades de saúde, os pacientes passam a depender exclusivamente da estrutura estadual para realizar uma avaliação especializada.

Segundo ela, a tendência é de aumento da demanda sobre serviços já pressionados, especialmente na capital baiana, onde os casos vasculares apresentam volume significativo e frequentemente envolvem feridas complexas e alterações circulatórias.