Gloria Kalil se solidariza com Henrique Borges após caso de racismo em Salvador
Caso aconteceu em janeiro, mas ganhou repercussão em maio
Por: Redação
03/06/2026 • 16:58 • Atualizado
A jornalista e empresária Gloria Kalil saiu em defesa do estudante de artes dramáticas Henrique Borges, filho do fundador do São Paulo Fashion Week (SPFW), Paulo Borges, após o jovem de 20 anos denunciar ter sofrido racismo em Salvador. Em um vídeo publicado em suas redes sociais, Kalil prestou solidariedade ao rapaz.
Em janeiro deste ano, Henrique Borges afirmou ter sofrido agressões verbais e físicas durante um desentendimento por uma lata de energético. Após a denúncia, o caso, que está sendo investigado como possível motivação racista, ocorreu na casa de shows Candyall Guetho Square, em Salvador.
No vídeo, Gloria Kalil elogiou a coragem de Henrique em denunciar o crime e levar adiante o processo envolvendo o Décio Caribé de Castro Jr., professor de artes marciais.
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Confira o pronunciamento:
Ao relembrar o ocorrido, Glória destacou que Henrique é conhecido no cenário da moda desde criança, quando foi adotado por Paulo Borges.
“Estamos todos de olho. Em pleno Século XXI acontecer uma coisa dessas, um caso de racismo na cidade de Salvador, que é o estado mais negro do país. Um estado onde costumamos ver coisas que não acontecem em São Paulo, [por exemplo] ver negros em restaurantes, nas lojas, ai acontece uma coisa dessas?”, questiona a empresária.
A jornalista finalizou o pronunciamento desejando forças para pai e filho. As agressões contra Henrique começaram depois do jovem ser acusado por Décio Caribé de tentar furtar uma lata de energético em um camarote VIP do Candyall Guetho Square.
Apesar de ter acontecido em janeiro, o caso ganhou repercussão após reportagem da revista revista 'Piauí' nesta semana. O professor de karatê se referiu ao jovem como “ladrão”, “vagabundo” e o agrediu no banheiro do local minutos depois.
Um boletim de ocorrência por lesão corporal foi registrado por Henrique Borges, que passou por exame de corpo de delito, como de praxe. Porém, inicialmente o caso não foi tratado como racismo pela polícia, o que motivou recurso dos advogados do jovem ao Ministério Público da Bahia (MP-BA).
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