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Xarope e suplementos: Anvisa proíbe cinco produtos irregulares no Brasil

Xarope da Vovó está entre itens sem registro suspensos

Por: Victor Hugo

21/07/202518:55Atualizado

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou na última sexta-feira (18) a suspensão de cinco produtos irregulares em território nacional, incluindo um xarope e suplementos alimentares. A medida foi oficializada no Diário Oficial da União (DOU).

ANVISA
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Entre os itens proibidos está o Xarope da Vovó/Xarope da Vovó Isabel. A Anvisa informou que o fabricante é desconhecido e que o produto era comercializado sem qualquer registro, o que pode representar sérios riscos à saúde dos consumidores.

Adicionalmente, a agência vetou três produtos da Gru Nutra Nutri Ltda.: Colágeno + Vitamina C, L-Treonato de Magnésio e Espinheira Santa. Segundo a Anvisa, esses suplementos não possuíam registro, notificação ou cadastro. A agência ressaltou que "a empresa Nutra Nutri não possui Autorização de Funcionamento na Agência para fabricação de medicamentos, o que é um requisito obrigatório para qualquer laboratório farmacêutico".

Outra determinação foi o recolhimento de todos os lotes do alimento Curcumyn Long (extrato de cúrcuma longa 95%), da empresa Akron Pharma Ltda. Uma inspeção revelou que o produto não cumpria as especificações exigidas pela legislação quanto à sua forma de obtenção. Por isso, a Anvisa suspendeu a comercialização, distribuição, fabricação, propaganda e uso do item, além de determinar seu recolhimento.

Em comunicado, o Grupo Nutra Nutri declarou que o nome e CNPJ da empresa estariam sendo utilizados "indevidamente em alguns produtos sem registro". O grupo informou que seus advogados já iniciaram uma ação para identificar os responsáveis por esse uso indevido e que entraram em contato com a Anvisa para esclarecer a situação.

A Akron Pharma, por sua vez, classificou a medida como de caráter cautelar e afirmou que "não há qualquer conclusão definitiva acerca da não conformidade ou sobre risco à saúde dos consumidores".