Ramagem diz estar regular nos EUA e critica atuação da PF
Ex-deputado nega irregularidades após detenção e afirma ter pedido asilo
Por: Redação
17/04/2026 • 09:09 • Atualizado
O ex-deputado Alexandre Ramagem se manifestou pela primeira vez após ser detido nos Estados Unidos, afirmando que está em situação migratória regular e criticando a atuação da Polícia Federal. A declaração foi feita em vídeo publicado nas redes sociais, um dia após sua liberação.
Segundo Ramagem, a detenção ocorreu por uma questão migratória, mas foi resolvida sem necessidade de pagamento de fiança. “Estamos dentro de todos os procedimentos, o que nos concede o status de permanência regular nos EUA”, afirmou. Ele também disse ter solicitado asilo político no país.
Na gravação, o ex-parlamentar destacou que entrou nos Estados Unidos de forma regular em setembro, com passaporte e visto válidos. Ainda de acordo com ele, as autoridades americanas já têm conhecimento de seu endereço e da situação de sua família, incluindo as filhas matriculadas em escolas na Flórida.
Confira o vídeo na íntegra:
Versão contraria a Polícia Federal
A fala de Ramagem diverge da versão apresentada pela Polícia Federal, que aponta que ele teria deixado o Brasil de forma clandestina, passando pela Guiana e sem registro em controle migratório. O órgão também sustenta que o ex-deputado estava impedido de sair do país por decisão relacionada a investigações no Supremo Tribunal Federal (STF).
Durante o vídeo, Ramagem fez críticas diretas à corporação. “A PF se tornou uma polícia de jagunços”, declarou, ao mencionar o diretor-geral da instituição, Andrei Rodrigues, a quem chamou de “ineficiente” e pediu afastamento do cargo.
Apoios e articulação política
Além das críticas, o ex-deputado agradeceu aliados políticos e pessoas próximas, citando apoio durante o período em que esteve detido. Entre os nomes mencionados estão Eduardo Bolsonaro, Paulo Figueiredo e Allan dos Santos.
Paralelamente, uma comitiva de senadores brasileiros foi autorizada a viajar aos Estados Unidos com recursos públicos. A missão, aprovada pela Comissão de Relações Exteriores, tem como objetivo acompanhar a situação de brasileiros em custódia no país, com foco no caso de Alexandre Ramagem.
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