Prefeito de SP comenta migração venezuelana após prisão de Maduro
Ricardo Nunes diz esperar redução do fluxo, mas garante acolhimento; ato pró-Venezuela ocorre em Salvador
Por: Redação
06/01/2026 • 11:43
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou nesta segunda-feira (5) que espera uma diminuição na chegada de venezuelanos à capital paulista após a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, por autoridades dos Estados Unidos. A declaração foi feita ao comentar a situação dos abrigos mantidos pelo município.
Segundo Nunes, a cidade dispõe atualmente de cerca de 27 mil vagas de acolhimento, das quais aproximadamente 21 mil estão ocupadas. Para o prefeito, o novo cenário político poderia reduzir a necessidade de migração. Ele citou a prisão de Maduro e o fato de o líder venezuelano responder à Justiça norte-americana como fatores que, em sua avaliação, alteram o contexto vivido pelos cidadãos do país vizinho.
Apesar da expectativa de queda no fluxo migratório, o prefeito ressaltou que São Paulo continuará aberta para receber estrangeiros que cheguem em busca de apoio. De acordo com ele, a capital mantém a tradição de acolhimento e não recusará atendimento a quem precisar.
Protesto em Salvador
Enquanto isso, em Salvador, um ato político em defesa da Venezuela reuniu parlamentares e militantes de movimentos sociais ligados à esquerda. Durante a manifestação, realizada no Centro da cidade, o deputado estadual Hilton Coelho (Psol) queimou uma bandeira dos Estados Unidos.
O protesto contou com a participação de outras lideranças políticas, entre elas o vereador Hamilton Assis (Psol). Imagens divulgadas nas redes sociais mostram manifestantes entoando palavras de ordem contra o presidente norte-americano, Donald Trump.
Em publicação sobre o ato, Hilton Coelho classificou a ação como um gesto simbólico contra o que chamou de imperialismo e defendeu a soberania venezuelana. A manifestação ocorreu no mesmo dia das declarações do prefeito paulistano e repercutiu nas redes sociais.
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