PF mira ex-prefeito em operação sobre desvio de verbas; saiba quem
Segunda fase da Operação Lamaçal apura uso irregular de recursos federais em cidades gaúchas
Por: Redação
26/02/2026 • 09:14
A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira, a segunda fase da Operação Lamaçal, voltada a investigar desvio de recursos públicos federais do Fundo Nacional de Assistência Social destinados a ações emergenciais após as enchentes de maio de 2024 no Rio Grande do Sul. Entre os alvos está Marcelo Caumo, ex-prefeito de Lajeado e ex-secretário estadual.
Por determinação do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, agentes cumpriram 20 mandados de busca e apreensão e dois de prisão temporária, além do bloqueio de ativos e sequestro de veículos. As diligências ocorreram em Lajeado, Muçum, Encantado, Garibaldi, Salvador do Sul, Fazenda Vilanova, Novo Hamburgo e Porto Alegre.
Durante a ação, foram apreendidos três veículos, aparelhos eletrônicos e documentos que devem aprofundar a apuração sobre contratos firmados no último ano da gestão municipal. Em abril de 2025, Caumo havia assumido cargo no governo estadual, do qual se afastou após a nova ofensiva da PF.
Marcelo Caumo / reprodução
As investigações avançaram a partir de material recolhido na primeira fase da operação, realizada em novembro do ano passado. A análise preliminar apontou indícios de direcionamento de licitações, com empresas do mesmo grupo econômico contratadas para serviços de assistência social, sem observância da proposta mais vantajosa e com valores acima do mercado, segundo a corporação.
De acordo com a PF, os investigados podem responder por desvio ou aplicação indevida de verba pública, contratação direta ilegal, fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, associação criminosa e lavagem de dinheiro, entre outros delitos.
As enchentes de 2024 no RS estão entre as maiores tragédias ambientais do país, com 185 mortos, 23 desaparecidos e 478 municípios afetados, conforme a Defesa Civil. Em Lajeado, houve duas mortes e três desaparecimentos, cenário que motivou o envio dos recursos agora sob investigação.
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