MPF investiga esquema de cigarros falsificados
Organização criminosa teria movimentado milhões por meio de empresas de fachada
Por: Lorena Bomfim
15/06/2025 • 10:59
Uma investigação do Ministério Público Federal (MPF) revelou um esquema de produção e comercialização de cigarros falsificados no Rio de Janeiro, que também envolvia o uso de trabalho escravo. Segundo o órgão, o grupo criminoso movimentou cerca de R$ 70 milhões em apenas 10 meses, durante o ano de 2020.
A denúncia foi apresentada contra 36 pessoas. De acordo com o MPF, parte do dinheiro circulava por meio de contas bancárias de empresas de fachada, enquanto outra parte envolvia transações em dinheiro vivo.
O grupo atuava de forma organizada, dividido em núcleos, e utilizava essas empresas fictícias para tentar esconder os verdadeiros responsáveis pelo esquema. Elas emitiam notas fiscais falsas e faziam parte do braço do grupo responsável por lavar o dinheiro obtido ilegalmente.
As investigações começaram após denúncias de uso de mão de obra em condições análogas à escravidão em fábricas clandestinas de cigarro. Segundo o MPF, a organização operava em pelo menos três endereços, localizados em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e em Paty do Alferes, na região serrana do estado.
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