Ministros de Lula defendem prisão domiciliar para Jair Bolsonaro
Auxiliares avaliam que STF deveria adotar critério semelhante ao usado com Collor
Por: Redação
20/01/2026 • 11:51 • Atualizado
Ministros do governo Lula passaram a defender, em conversas reservadas, que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorize que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cumpra prisão domiciliar. A avaliação interna é de que a medida traria coerência jurídica diante de decisões recentes da Corte.
Nos últimos dias, ao menos três ministros do governo federal, sob condição de anonimato, relataram essa posição. Segundo eles, Bolsonaro deveria cumprir a pena em regime domiciliar relacionada ao inquérito sobre a tentativa de golpe, assim como ocorreu com o ex-presidente Fernando Collor de Mello.
A comparação com Collor é central no argumento apresentado pelos auxiliares de Lula. Para esse grupo, a mudança de regime seria uma questão de isonomia nas decisões do STF. “Por que o Collor está em casa e ele não? Precisa ter coerência”, afirmou um ministro influente que despacha diariamente com o presidente.
Outro integrante do primeiro escalão avalia que o fato de Bolsonaro ter ocupado a Presidência da República também pesa na análise. Para ele, a condição de ex-presidente justificaria um tratamento diferenciado dentro dos limites legais. “É ex-presidente, tem que ter algum grau de diferenciação”, disse o auxiliar.
Apesar das conversas nos bastidores do Palácio do Planalto, não há, até o momento, manifestação pública do governo nem sinalização oficial do STF sobre eventual mudança no regime de cumprimento da pena do ex-presidente.
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