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Lula sanciona data em memória das vítimas da Covid e volta a criticar Bolsonaro

Nova lei cria homenagem nacional às mais de 716 mil vítimas da Covid-19; presidente voltou a responsabilizar gestão anterior pela tragédia

Por: Redação

12/05/202609:34

As mais de 716 mil mortes por Covid-19 no Brasil agora terão uma data oficial de lembrança no calendário nacional. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta segunda-feira (11) o projeto que institui o Dia de Homenagem às Vítimas da Covid-19, a ser celebrado anualmente em 12 de março, data que marca o registro da primeira morte pela doença no país, em 2020.

Foto Lula sanciona data em memória das vítimas da Covid e volta a criticar Bolsonaro
Foto: Wallison Breno / PR

A medida foi proposta pelo deputado Pedro Uczai e passa a integrar oficialmente o calendário brasileiro. O objetivo é manter viva a memória das vítimas da pandemia, que colocou o Brasil entre os países com maior número de mortes no mundo.

 

Críticas à condução da pandemia

 

Durante a cerimônia no Palácio do Planalto, Lula aproveitou o momento para voltar a fazer críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, responsabilizando a gestão anterior pela condução da crise sanitária. Sem citar diretamente acusações formais, o petista relembrou falas e decisões tomadas durante o auge da pandemia.

“Só tem sentido lembrar o passado se a gente conseguir cravar o nome de quem foi responsável”, declarou Lula, ao comentar as decisões do governo anterior durante o avanço do vírus.

Na sequência, o presidente criticou as trocas no comando do Ministério da Saúde e afirmou que apenas o primeiro ministro tinha domínio técnico sobre o tema. Também voltou a mencionar declarações públicas de Bolsonaro questionando a urgência da vacinação contra a Covid-19.

 

Cerimônia teve emoção e homenagem pessoal

 

A solenidade também foi marcada por um momento de emoção da primeira-dama Rosângela da Silva, que lembrou a morte da mãe, vítima da doença em 2020. A homenagem ocorreu diante de autoridades e familiares de vítimas, reforçando o caráter simbólico da nova data.

Ao sancionar a lei, o governo busca consolidar a memória da pandemia em um momento em que o país ainda convive com os impactos sociais, econômicos e emocionais deixados pela crise sanitária. Entre 2020 e 2023, o coronavírus causou mais de 716 mil mortes no Brasil, segundo dados oficiais do Ministério da Saúde, e alterou profundamente a rotina de milhões de brasileiros.