Governo quer revisar benefícios fiscais de até R$ 800 bi
Foco é ampliar receita sem reduzir despesas da União
Por: Victor Hugo
23/06/2025 • 15:01 • Atualizado
De acordo com o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, o novo arcabouço deve ser apresentado pela equipe econômica ao Congresso Nacional visando revisar os benefícios fiscais do país. O comunicado foi feito nesta segunda-feira (23). Vale ressaltar que o tamanho do benefício fiscal no Brasil aumentou de R$ 550 bilhões por ano para algo em torno de R$ 750 bilhões, que pode chegar à cifra de R$ 800 bilhões.
Durante uma entrevista à Rádio CBN, ele destacou que é "preciso rever o benefício fiscal". Outro ponto mencionado pelo secretário é que o gasto tributário brasileiro impactará o aumento de receita, e não a redução do gasto primário — ou seja, o corte de despesas da União. “Mas, nem por isso é menos importante fazê-lo”, reforçou.
Para Durigan, quanto mais setores e empresas beneficiadas, melhor será o alcance dado pela redução linear de 10% nos benefícios fiscais, ou seja, será melhor a revisão do gasto tributário.
“Do nosso ponto de vista, é melhor, porque você não tem perda relativa. Então, não pode dizer: ‘Ah, eu perdi, mas alguém não’. Todo mundo vai manter 90% do benefício que hoje tem, abrindo mão de 10%. Mas veja que o benefício segue alto”, afirmou.
De acordo com o secretário, antes de ser encaminhada, a proposta da equipe econômica será apresentada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), à Casa Civil, aos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, além dos líderes partidários de ambas as Casas. “Mais importante é ter condição política de aprovar (a revisão dos benefícios fiscais)”, ressaltou.
Já em relação ao aumento da carga tributária no Brasil, ele afirmou que não há um impacto significativo na tributação para "as pessoas no dia a dia", mas reconhece como "legítima" a insatisfação de empresas, setores e indivíduos mais ricos que foram afetados pela elevação dos impostos.
