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Governo lança novo Auxílio Gás com vale-crédito para famílias

Programa deve alcançar 20 milhões de lares de baixa renda

Por: Victor Hugo

27/08/202519:00Atualizado

O governo federal lançará, na próxima semana, um programa para reformular o Auxílio Gás. A iniciativa visa garantir às famílias de baixa renda o acesso ao botijão de gás de cozinha (GLP), em vez de apenas transferir um valor financeiro baseado no preço médio nacional.

Rui Costa
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A proposta foi anunciada pelo ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, nesta quarta-feira (27), durante o programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

"O programa está pronto e será lançado na semana que vem. Ele vai crescer gradualmente. Em março, chegará a 15,5 milhões de famílias [mais de 46 milhões de pessoas]", afirmou o ministro.

Com benefício é destinado a famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), com renda igual ou inferior a meio salário mínimo. Atualmente, cerca de 5,6 milhões de famílias são contempladas, número que, segundo o governo, deve chegar a mais de 20 milhões. Para o próximo ano, estão previstos R$ 13,6 bilhões em recursos.

No modelo atual, cada família beneficiada recebe R$ 108 a cada dois meses, valor que corresponde a 100% do preço médio do botijão de gás de cozinha (GLP) de 13kg. Com a mudança, as famílias receberão um vale-crédito, explicou o ministro.

"Elas [as famílias] receberão uma espécie de vale-crédito [a ser usado em distribuidoras cadastradas de revenda] para comprar o gás, bastando apresentar o CPF", destacou o ministro.

Preço varia de acordo com a região

No modelo atual, o benefício é apenas um subsídio financeiro. O problema, segundo o ministro, é que esse valor fixo, que supostamente equivaleria à média do preço nacional, não é suficiente para comprar o botijão de gás em muitos casos.

Segundo Rui Costa, em algumas localidades, o preço do botijão de gás está R$ 60 acima do valor médio.

"Estamos falando de um valor médio, no Brasil, entre R$ 105 e R$ 109 o botijão, sendo que ele é vendido em algumas localidades a R$ 160 ou R$ 170. Há uma disparidade muito grande de preço, a depender da distância; da localização da cidade; da região", argumentou.

"O que o governo vai fazer, portanto, é entregar o botijão às pessoas. Com isso, além dos efeitos econômicos de possibilitar que a pessoa tenha dignidade para cozinhar seus alimentos, vamos reduzir muito o índice de queimaduras de crianças e mulheres em acidentes domésticos que, na busca por alternativas ao botijão de gás, usam líquidos como álcool para cozinhar", complementou.