Flávio se reunirá com bancada do PL após divulgação de áudio com Vorcaro
Pré-candidato à Presidência deseja ter o apoio de candidatos a senadores e deputados
Por: Paula Eduarda Araújo
18/05/2026 • 14:46 • Atualizado
O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à presidência da República, marcou uma reunião com deputados federais e senadores do partido para esta terça-feira (19). O objetivo do encontro foi alinhar as estratégias da pré-campanha com a bancada, com pensamento na crise após a divulgação do áudio em que o político pediu mais de R$ 60 milhões ao ex-banqueiro, Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Já em realização na participação em eventos de pré-campanha, a reunião entre Flávio e bancada do partido discutiu os discursos que serão trabalhados nessas agendas como um dos pontos mais relevantes. A expectativa é de que o pré-candidato à Presidência tenha apoio de candidatos a senadores e deputados na chapa, nos estados que têm visitado, segundo a CNN Brasil.
Leia mais:
Flávio Bolsonaro cobra R$ 61 milhões a Vorcaro para filme de Bolsonaro
Flávio Bolsonaro revela chance de ter vídeo vazado com Daniel Vorcaro
Datafolha: Lula e Flávio Bolsonaro empatam com 45% no 2º turno
Relação abalada
A divulgação das conversas entre Flávio e Vorcaro, que negociavam um financiamento para o filme Dark Horse, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro, causou um abalo na confiança dos aliados do senador, pela falta de aviso sobre a proximidade entre eles.
Na avaliação de Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder da bancada na Câmara, o áudio não desanimou os parlamentares bolsonaristas: "A bancada está animada, é uma questão de alinhamento. Graças a Deus, a ampla maioria está engajada."
Anteriormente, ainda conforme a publicação, Flávio Bolsonaro se desculpou por ter negado a relação com o ex-banqueiro, quando foi questionado pela primeira vez sobre o financiamento do filme, e afirmou estar "100% disposto" a tornar público os contratos de investimento do filme Dark Horse.
As negociações para realização do filme chegaram a R$ 134 milhões, tendo sido pagos R$ 64 milhões, conforme apuração do The Intercept Brasil.
Por fim, o senador também indicou que os contratos estão vinculados a um fundo privado com sede nos Estados Unidos, por isso, a publicização dependeria de regras de compliance.
Relacionadas
