Em derrota para o governo, Câmara derruba decretos do IOF
No total, 383 parlamentares votaram para derrubar a proposta e 98 votaram a favor do governo
Por: Felipe Santana
26/06/2025 • 09:59
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (25) uma proposta que derruba três decretos do governo do presidente Luiz Inácio Lula das Silva que aumentam o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A derrota para o governo teve uma votação expressiva dos deputados federais. No total, 383 parlamentares votaram para derrubar a proposta e 98 votaram a favor do governo, para manter o projeto.
O texto do IOF agora segue para votação no Senado Federal. Sendo aprovado, a derrubada dos três decretos extingue a possibilidade de uma série de dispositivos que elevam tarifas do IOF em operações de créditos, compra de moeda estrangeira entre outros.
O projeto entrou na pauta de votação no fim da noite de terça-feira (25). Vale ressaltar que um dos fatores que foram considerados durante o posicionamento dos deputados, está o descontentamento com as decisões da equipe econômica do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, principalmente pela demora na execução de emendas parlamentares.
Em uma postagem nas redes sociais, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que a maioria da Câmara não concorda com elevação de alíquotas do IOF como saída para cumprir o arcabouço fiscal e tem cobrado o corte de despesas primárias.
Segundo a Agência Brasil, entre as medidas propostas no decreto, estão o aumento na taxação das apostas eletrônicas, as chamadas bets, de 12% para 18%; das fintechs, de 9% para 15% a alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) entre outros.
Reação do governo
O governo defendeu o decreto informando que medida é necessária para evitar mais cortes em políticas sociais e maiores contingenciamentos que podem afetar o funcionamento da máquina pública. Além disso, segundo Haddad, as regras do decreto corrigiam injustiças tributárias de setores que não pagam imposto sobre a renda.
Nesta quinta-feira (26) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve se reunir com a equipe econômica e articuladores políticos, para debater sobre bloqueio do orçamento público, pressão sobre emendas, judicialização no Supremo Tribunal Federal (STF) e reforma na Esplanada.
Segundo o bloco governista, a derrubada do IOF totalizará um bloqueio de aproximadamente R$ 12 bilhões. Algumas lideranças afirmam que isso travará o pagamento de R$ 3 bilhões em emendas parlamentares.
Deputados baianos
Em apuração de A TARDE, a bancada baiana seguiu o parlamento e votou favorável à medida. Dos 39 baianos, 22 votaram pela derrubada, 11 foram contrários e seis não votaram. Essa é a primeira vez em 30 anos que um decreto presidencial é derrubado. O último episódio aconteceu em 1992, no governo Fernando Collor de Mello.
Votos da bancada baiana:
A favor
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Adolfo Viana (PSDB)
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Alex Santana (Republicanos)
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Arthur Oliveira Maia (União)
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Capitão Alden (PL)
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Claudio Cajado (PP)
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Dal Barreto (União)
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Elmar Nascimento (União)
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Félix Mendonça Jr (PDT)
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João Leão (PP)
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João Carlos Bacelar (PL)
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José Rocha (União)
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Leo Prates (PDT)
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Leur Lomanto Jr. (União)
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Márcio Marinho (Republicanos)
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Mário Negromonte Jr (PP)
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Neto Carletto (Avante)
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Pastor Sargento Isidório (Avante)
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Paulo Azi (União)
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Raimundo Costa (Podemos)
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Ricardo Maia (MDB)
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Roberta Roma (PL)
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Rogéria Santos (Republicanos)
Contra:
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Alice Portugal (PCdoB)
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Bacelar (PV)
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Daniel Almeida (PCdoB)
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Ivoneide Caetano (PT)
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Jorge Solla (PT)
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Joseildo Ramos (PT)
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Josias Gomes (PT)
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Lídice da Mata (PSB)
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Valmir Assunção (PT)
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Waldenor Pereira (PT)
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Zé Neto (PT)
Não votaram:
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Antonio Brito (PSD)
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Charles Fernandes (PSD)
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Diego Coronel (PSD)
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Gabriel Nunes (PSD)
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Otto Alencar Filho (PSD)
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Paulo Magalhães (PSD)
