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Em carta, Bolsonaro reage a ofensiva contra Michelle na própria direita

Ex-presidente critica ataques entre aliados e cita cuidados com a filha após cirurgia

Por: Redação

01/03/202610:06

O ex-presidente Jair Bolsonaro divulgou uma carta manuscrita na qual sai em defesa da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e faz um apelo pela unidade do campo conservador. No texto, ele lamenta críticas direcionadas à esposa e a aliados políticos, que, segundo afirmou, partiram de integrantes da própria direita.

Foto Em carta, Bolsonaro reage a ofensiva contra Michelle na própria direita
Foto: Carolina Antunes/PR

Sem citar nomes, a manifestação ocorre em meio a divergências internas no Partido Liberal relacionadas às articulações para a sucessão presidencial. Nos bastidores, os desentendimentos envolvem o deputado Eduardo Bolsonaro, além de discussões sobre possíveis candidaturas no grupo, como a do senador Flávio Bolsonaro.

A ex-primeira-dama também foi alvo de declarações públicas do comunicador Allan dos Santos, que a acusou de favorecer uma eventual candidatura do governador Tarcísio de Freitas em detrimento do nome de Flávio, o que intensificou a troca de críticas nas redes sociais.

Apelo por cautela e diálogo

Na carta, Bolsonaro afirma ter orientado Michelle a adiar uma participação mais ativa na política até março de 2026. Segundo ele, a decisão se deve à necessidade de dedicação à família, especialmente após a cirurgia da filha caçula, Laura, realizada em janeiro.

O ex-presidente informou que o procedimento, de cerca de cinco horas, foi feito para corrigir problemas de respiração, mastigação e fala.

Ao final do texto, Bolsonaro defende que eventuais apoios eleitorais sejam construídos por meio do diálogo, e não por “pressões ou ataques entre aliados”.

Episódio anterior

A divulgação da carta ocorre meses depois de um episódio envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que havia autorizado a realização de uma entrevista com o ex-presidente na carceragem da Polícia Federal. Na data prevista, no entanto, Bolsonaro informou por bilhete que não poderia conceder a conversa por motivos de saúde.

A manifestação pública reforça o momento de articulações e disputas internas no campo conservador com vistas às próximas eleições nacionais.