Dois terços dos brasileiros rejeitam reeleição de Lula em 2026
Levantamento da Quaest mostra aumento na rejeição desde março
Por: Iago Bacelar
05/06/2025 • 09:12
A pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quinta-feira (5), mostra que 66% dos brasileiros acreditam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não deveria disputar a reeleição em 2026. O levantamento, realizado com 2.004 entrevistados em todo o país, evidencia um aumento de quatro pontos percentuais na rejeição ao quarto mandato do petista, em comparação com os dados de março deste ano.
O número de eleitores que apoiam uma nova candidatura de Lula também recuou. Em março, 35% consideravam que o atual presidente deveria participar do próximo pleito. Na pesquisa atual, o índice caiu para 32%. Outros 2% dos entrevistados disseram que não souberam ou preferiram não responder, valor que representa uma queda de um ponto percentual em relação à rodada anterior da pesquisa.
Levantamento foi feito presencialmente em todo o país
A pesquisa foi realizada entre os dias 29 de maio e 1º de junho de 2025, com entrevistas presenciais em 120 municípios brasileiros. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%, segundo os responsáveis pelo levantamento.
A Quaest perguntou diretamente aos entrevistados: “Para você, Lula deveria se candidatar à reeleição em 2026?”. A maioria absoluta respondeu negativamente, consolidando um cenário de rejeição majoritária à tentativa de permanência de Lula no cargo até 2030.
Série histórica indica queda no apoio e alta na rejeição
Os números desta nova rodada reforçam uma tendência de desgaste da proposta de continuidade do governo Lula. Em março de 2025, os que rejeitavam a reeleição eram 62%, contra os 66% atuais. A rejeição cresceu quatro pontos percentuais no intervalo de três meses.
No mesmo período, o grupo favorável à candidatura do presidente caiu três pontos, passando de 35% para 32%. A oscilação negativa amplia a diferença entre os que apoiam e os que rejeitam a reeleição, consolidando uma margem de 34 pontos percentuais de rejeição ao projeto de continuidade.
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