Logo

Preso por agredir namorada, presidente da Câmara de Lauro renuncia ao cargo

Juca deixou a presidência da Casa após prisão preventiva por violência contra a companheira.

Por: Redação

11/07/202609:20Atualizado

O presidente da Câmara Municipal de Lauro de Freitas, vereador João Raimundo Damascena dos Santos (PSDB), conhecido como Juca, renunciou ao comando da Mesa Diretora da Casa. O pedido foi oficializado por meio de uma carta enviada aos demais integrantes do Legislativo. A decisão ocorre pouco mais de duas semanas após o parlamentar ser preso, no dia 26 de junho, acusado de agredir a namorada dentro de um bar, em Salvador.

Pronunciamento do vereador João Raimundo
Foto: Tiago Pacheco / Prefeitura de Lauro de Freitas

No documento, Juca afirma que a renúncia é "irrevogável e irretratável" e diz que a medida foi tomada de forma "consciente, livre e voluntária". Segundo o vereador, deixar a presidência tem como objetivo preservar o funcionamento da Câmara e garantir a estabilidade administrativa do Legislativo municipal.

Vereador diz que saída busca preservar instituição

Na carta, Juca sustenta que a renúncia não representa reconhecimento de qualquer irregularidade relacionada ao caso que motivou sua prisão. O parlamentar afirma que decidiu abrir mão do cargo para evitar impactos sobre a atuação da Câmara de Lauro de Freitas.

"A decisão está sendo tomada com o propósito de preservar a normalidade institucional, a estabilidade administrativa e o regular funcionamento dos trabalhos legislativos", escreveu.

Leia também:

Em outro trecho, o vereador declarou que a escolha demonstra compromisso com o interesse público: "A decisão não se toma sob a ótica da covardia, mas sob a ótica da coragem, a coragem de renunciar ao próprio ego em favor do interesse coletivo."

Câmara convocou sessão extraordinária

Após o recebimento da carta de renúncia, a Câmara Municipal de Lauro de Freitas convocou uma sessão extraordinária para leitura oficial do documento em plenário. Conforme publicação no Diário Oficial da Casa Legislativa, a sessão foi marcada para as 17h deste sábado (11). A expectativa é que, após a formalização da renúncia, os vereadores iniciem os procedimentos previstos no regimento interno para definir a sucessão da presidência.

Prisão motivou afastamento

Juca foi preso no último dia 26 de junho, acusado de agredir a companheira durante uma discussão em um bar localizado em Salvador. Segundo a Polícia Civil, clientes e funcionários do estabelecimento denunciaram as agressões. Além da violência contra a namorada, o vereador também teria ameaçado de morte um funcionário do local.

Após passar por audiência de custódia, a Justiça converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva, mantendo o parlamentar detido enquanto o caso segue sendo investigado.