Logo

Vice-secretário dos EUA diz que Maduro enfrentará Justiça americana após captura

Christopher Landau afirma que há um “novo amanhecer” após ataque dos EUA à Venezuela

Por: Redação

03/01/202610:14

O vice-secretário de Estado dos Estados Unidos, Christopher Landau, afirmou neste sábado (3/1) que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, “finalmente enfrentará a Justiça por seus crimes” após ser capturado durante a ofensiva militar norte-americana no país.

Foto Vice-secretário dos EUA diz que Maduro enfrentará Justiça americana após captura
Foto: Divulgação / Governo dos EUA

Em publicação na rede social X, Landau declarou que o episódio marca um “novo amanhecer para a Venezuela” e afirmou que o “tirano se foi”, em referência direta ao líder venezuelano levado para os Estados Unidos depois do ataque.

Segundo o auxiliar do governo norte-americano, a prisão representa o desfecho de uma longa ofensiva diplomática e militar contra o regime chavista. “Ele agora, finalmente, enfrentará a justiça por seus crimes”, escreveu Landau.

Ataque à Venezuela

Nas primeiras horas deste sábado, os Estados Unidos atacaram diversas regiões da Venezuela, incluindo áreas estratégicas da capital, Caracas, o que elevou drasticamente as tensões entre os dois países.

Pouco depois, o presidente norte-americano Donald Trump confirmou ter capturado Nicolás Maduro e determinado sua retirada do território venezuelano. O anúncio foi feito na rede Truth Social, onde Trump classificou a ação como um ataque “bem-sucedido em larga escala”.

Ainda de acordo com Trump, a operação foi conduzida em conjunto com forças de segurança americanas, e uma coletiva de imprensa deve detalhar os próximos passos do governo dos EUA.

Leia mais: 

Ataque dos EUA à Venezuela divide políticos e governo Lula reage

Vice-presidente da Venezuela exige dos EUA prova de vida de Maduro

 

Diante da escalada militar, a Embaixada dos Estados Unidos em Bogotá informou estar ciente das explosões em Caracas e emitiu um alerta para que cidadãos norte-americanos não viagem à Venezuela, nem se aproximem das fronteiras com Colômbia, Brasil e Guiana, por “nenhum motivo”.

Desde o início da ofensiva, Washington tem justificado a ação sob o argumento de combate ao tráfico internacional de drogas. Nesse contexto, Maduro passou a ser apontado como líder do Cartel de los Soles, grupo recentemente classificado pelos EUA como organização terrorista internacional.

Enquanto isso, a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que Maduro está desaparecido e exigiu uma prova de vida do presidente venezuelano e da primeira-dama Cília Flores, que também teria sido levada durante a operação.

Em resposta oficial, o governo venezuelano acusou os Estados Unidos de promoverem um ataque direto ao país e anunciou estado de emergência nacional.

Por meio de comunicado, Caracas declarou rejeitar a “grave agressão militar perpetrada pelo governo atual dos Estados Unidos da América contra o território e a população venezuelanos”, citando ataques em áreas civis e militares de Caracas e dos estados de Miranda, Aragua e La Guaira.