Trump inclui Lula em grupo internacional para discutir futuro de Gaza
Grupo liderado pelos EUA reúne chefes de Estado para discutir reconstrução e segurança do território palestino
Por: Redação
18/01/2026 • 08:46 • Atualizado
O governo dos Estados Unidos anunciou, neste sábado (17), a criação de um “conselho da paz” voltado à Faixa de Gaza e confirmou o convite ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para integrar o grupo. Até o momento, o Palácio do Planalto não informou se o brasileiro aceitará a participação.
O órgão será presidido por Donald Trump e integra a segunda fase do plano americano para reorganizar o território palestino após o conflito. Segundo o portal CBN, o conselho discutirá temas como “fortalecimento da capacidade de governança, relações regionais, reconstrução, atração de investimentos, financiamento em larga escala e mobilização de capital”.
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Lula tem histórico de críticas às ações militares em Gaza. Em setembro de 2025, o presidente afirmou: “Não acho que em Gaza tem uma guerra. Tem um genocídio. Em Gaza tem um exército altamente sofisticado matando mulheres e crianças. E até o próprio povo judeu está contra isso”.
Composição do grupo
Entre os nomes já confirmados estão o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, o ex-primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, o presidente do Egito, Abdel Fatah Al-Sisi, o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, e o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan. O empresário Marc Rowan e o assessor Robert Gabriel, do Conselho de Segurança Nacional americano, também foram convidados.
Na sexta-feira (16), Trump designou o major-general Jasper Jeffers para comandar a Força Internacional de Estabilização em Gaza, responsável pela segurança do território e pelo treinamento de uma nova força policial para substituir o Hamas.
Já na quarta-feira (14), o enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, anunciou o início da Fase Dois do plano de 20 pontos do governo Trump, que prevê, entre outras medidas, a criação do Comitê Nacional para a Administração de Gaza e a desmilitarização de todo o pessoal considerado “não autorizado”.
