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Trump diz que ainda decide futuro da Venezuela após captura de Maduro

Presidente dos EUA afirma que próximos passos do país estão em avaliação após ofensiva militar

Por: Redação

03/01/202612:43

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que ainda avalia os próximos passos sobre o futuro da Venezuela, após forças norte-americanas capturarem o presidente Nicolás Maduro durante uma operação militar realizada na madrugada em Caracas.

Foto Trump diz que ainda decide futuro da Venezuela após captura de Maduro
Foto: Reprodução/Instagram @realdonaldtrump

Segundo Trump, Maduro e a esposa deixaram o território venezuelano e estariam a caminho de Nova York, transportados por um dos navios da Marinha dos EUA posicionados no mar do Caribe desde o fim de 2025. Até então, o paradeiro do líder venezuelano era oficialmente desconhecido.

Durante entrevista à Fox News, o presidente norte-americano afirmou ainda que os Estados Unidos passarão a ter atuação direta na indústria petrolífera da Venezuela. Embora não tenha detalhado o formato desse envolvimento, Trump disse que a China continuará recebendo petróleo venezuelano, mesmo após a ofensiva militar.

Questionado sobre a possibilidade de a oposição assumir o poder com apoio norte-americano, Trump evitou cravar um nome. “Ainda estou decidindo sobre o futuro da Venezuela. Existe a vice-presidente também”, disse, em referência a Delcy Rodríguez.

Transmissão da captura

Ao comentar os bastidores da operação, Donald Trump afirmou ter acompanhado a captura de Nicolás Maduro ao vivo, por meio de imagens transmitidas pelos próprios agentes envolvidos na missão. “Foi como assistir a um programa de televisão”, declarou.

De acordo com o presidente, o ataque dos EUA à Venezuela estava programado para ocorrer quatro dias antes, mas acabou sendo adiado devido a condições climáticas desfavoráveis. Trump também revelou que chegou a conversar com Maduro cerca de uma semana antes da ofensiva.

Segundo ele, o presidente venezuelano teria tentado negociar uma saída pacífica do poder. “Eles quiseram negociar no final, mas eu não quis”, afirmou.

Ataque à Venezuela

Após meses de especulações e movimentações militares próximas à costa venezuelana, os Estados Unidos atacaram pontos estratégicos de Caracas e confirmaram a captura de Nicolás Maduro e da primeira-dama.

O próprio Trump anunciou a operação nas redes sociais. “Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, capturado com sua esposa e retirado do país”, escreveu.

A ação, segundo o presidente norte-americano, foi conduzida em conjunto com forças de segurança dos EUA. O destino final de Maduro não foi oficialmente detalhado.

Já a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, afirmou não ter informações sobre o paradeiro do chefe de Estado e exigiu uma prova de vida ao governo norte-americano.

Durante a madrugada, explosões foram registradas em diferentes regiões de Caracas. Relatos apontam ao menos sete detonações em um intervalo de cerca de 30 minutos, além de tremores, barulho de aeronaves e correria nas ruas.

Parte da capital venezuelana ficou sem energia elétrica, especialmente nas proximidades da base aérea de La Carlota, no sul da cidade. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram colunas de fumaça, instalações militares atingidas e aeronaves voando em baixa altitude, ampliando a tensão no país.