Tarifaço de Trump leva representantes do agro brasileiro a Washington
Setor agro busca barrar tarifas e minimizar impactos no comércio bilateral
Por: Redação
04/07/2026 • 14:39
Representantes do agronegócio brasileiro participam, na próxima segunda-feira (6), de uma audiência pública promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), em Washington, para discutir a proposta de aplicação de tarifas comerciais sobre produtos brasileiros.
A estratégia do setor será destacar os impactos econômicos que a medida pode provocar não apenas para os exportadores brasileiros, mas também para empresas e consumidores norte-americanos. Ao todo, mais de 70 brasileiros, entre representantes de entidades, especialistas e parlamentares, acompanharão o debate. O agro contará com representantes de 11 segmentos.
Um dos principais pontos de discussão envolve o setor de biocombustíveis. Nos Estados Unidos, a Renewable Fuels Association (RFA), entidade que representa produtores de etanol, defende a adoção de tarifas recíprocas sobre produtos brasileiros. A associação argumenta que a medida fortalece a produção interna e contribui para a independência energética do país.
Do lado brasileiro, representantes do setor afirmam que novas tarifas podem reduzir a competitividade dos produtos exportados e elevar custos para consumidores americanos. No mercado de café, por exemplo, a Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics) avalia que uma taxação maior pode resultar em aumento de preços nos Estados Unidos.
No segmento de carnes, analistas apontam que frigoríficos brasileiros com unidades em outros países da América Latina podem continuar abastecendo o mercado norte-americano, mesmo diante de eventuais restrições às exportações diretas do Brasil.
Segundo relatório do Itaú BBA, a incerteza em torno das negociações comerciais aumenta os desafios para o planejamento da produção agrícola e das exportações brasileiras.
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A audiência contará com 14 painéis e reunirá representantes de diferentes setores da economia. Cada participante terá até cinco minutos para apresentar seus argumentos, com possibilidade de responder a questionamentos do USTR. Os memoriais escritos já foram enviados ao órgão e servirão de base para as apresentações.
Entre os representantes do agronegócio brasileiro estão integrantes da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics), do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), da Sociedade Rural Brasileira e de entidades ligadas aos setores de arroz, etanol, mel, madeira e gelatina.
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