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Laura Fernández vence eleição e será a nova presidente da Costa Rica

Candidata governista garante vitória no primeiro turno e projeta nova fase política no país

Por: Redação

02/02/202612:21Atualizado

A candidata de direita Laura Fernández foi eleita nesse domingo (1º) presidente da Costa Rica, ao conquistar uma vitória expressiva nas eleições gerais. Com 88,43% das urnas apuradas, Fernández alcançou quase metade dos votos válidos, superando com folga o percentual mínimo necessário para vencer ainda no primeiro turno e afastar a possibilidade de uma nova votação, prevista para abril.

Foto Laura Fernández vence eleição e será a nova presidente da Costa Rica
Foto: Reprodução/ Instagram @laura_fernandez_delgado

Aliada política e ex-chefe de gabinete do atual presidente, Rodrigo Chávez, Fernández liderava as pesquisas de intenção de voto e fez campanha prometendo a continuidade das políticas de segurança mais rígidas adotadas pelo governo, além de um discurso crítico às elites políticas tradicionais. Embora a legislação costarriquenha proíba a reeleição consecutiva, a presidente eleita afirmou que pretende manter Chávez próximo e integrá-lo à futura gestão.

Em discurso após a confirmação do resultado, Fernández afirmou que o país inicia um novo ciclo. “A mudança será profunda e irreversível”, declarou, defendendo o início do que chamou de “terceira república” da Costa Rica, em referência à reorganização política pós-guerra civil de 1948.

A comemoração tomou conta de San José, especialmente na Fonte da Hispanidade, tradicional ponto de celebrações políticas e esportivas. Apoiadores se reuniram em carros e a pé, exibindo bandeiras e jaguares de pelúcia, símbolo adotado pelo Partido Soberano do Povo, legenda de Fernández.

O principal adversário da disputa, o economista centrista Álvaro Ramos, obteve cerca de um terço dos votos. Já Claudia Dobles, arquiteta progressista e ex-primeira-dama, ficou abaixo dos 5%. Em pronunciamento, Ramos reconheceu a derrota e afirmou que manterá uma postura de diálogo. “Vamos apoiar o que for bom para o país e nos opor ao que não for”, disse, defendendo união nacional.

A expectativa é que o Partido Soberano do Povo amplie significativamente sua presença no Congresso, passando das atuais oito para cerca de 30 das 57 cadeiras, o que deve garantir maioria simples, embora sem alcançar o número necessário para uma supermaioria.

A segurança pública foi apontada como a principal preocupação do eleitorado, formado por cerca de 3,7 milhões de pessoas. Durante o governo Chávez, o país registrou recordes de homicídios, tema que dominou o debate eleitoral. Ainda assim, o presidente mantém altos índices de aprovação popular.

Para eleitores como Gabriela Segura, administradora de empresas de 25 anos, o avanço da criminalidade pesou na escolha.

“O medo aumentou, especialmente para as mulheres. A violência hoje é uma realidade mais próxima”, afirmou.

A vitória de Fernández se insere em um contexto mais amplo de avanços eleitorais de lideranças conservadoras na América Latina. Segundo analistas, o discurso firme sobre segurança e ordem pública foi decisivo para o resultado nas urnas.