Governo dos EUA acusa Obama de manipulação em 2016 e inicia investigação
Tulsi Gabbard afirma que inteligência foi usada para criar relatório falso contra Trump
Por: Lorena Bomfim
24/07/2025 • 18:00
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou, nesta quarta-feira (23/7), a criação de uma força-tarefa para investigar o governo do ex-presidente Barack Obama. Segundo um relatório divulgado pelo órgão, sob orientação da diretora de Inteligência Nacional (DNI), Tulsi Gabbard, Obama e sua equipe teriam interferido nas eleições de 2016 ao fomentar a narrativa de que a Rússia ajudou Donald Trump a vencer o pleito.
De acordo com Gabbard, há “evidências irrefutáveis” de que o setor de inteligência foi utilizado para promover uma avaliação que sabidamente era falsa. “O presidente Obama e sua equipe de segurança nacional orientaram a criação de uma Avaliação da Comunidade de Inteligência, promovendo a ideia de que a Rússia interferiu na eleição para favorecer Trump, como se fosse verdade”, afirmou a diretora.
Processo e acusações
Tulsi Gabbard defende que Barack Obama e seus ex-funcionários sejam formalmente processados. Segundo ela, o ex-presidente democrata teria participado de uma conspiração para desacreditar a vitória de Trump, atribuindo-a à influência do governo russo.
Durante uma reunião no Salão Oval, o atual presidente Donald Trump acusou Obama de crimes relacionados ao uso indevido do setor de inteligência. Em sua rede social, Truth Social, Trump publicou um vídeo gerado por inteligência artificial que mostra uma simulação de Obama sendo preso no Salão Oval.
Gabbard reforçou que, além da suposta manipulação institucional, o governo de Obama também teria atuado junto à mídia para espalhar a versão dos fatos. “Eles conspiraram para subverter a vontade do povo americano e trabalharam com seus parceiros na imprensa para sustentar essa mentira. Isso deu início ao que seria, essencialmente, um golpe de Estado contra o presidente Trump”, declarou.
O relatório também afirma que, embora o presidente da Rússia, Vladimir Putin, tivesse interesse em abalar a confiança no sistema democrático dos Estados Unidos, ele teria optado por não divulgar informações mais prejudiciais sobre a então candidata Hillary Clinton.
Resposta do gabinete de Obama
Em resposta às acusações, o gabinete de Barack Obama classificou as declarações de Trump e Gabbard como “ultrajantes” e “absurdas”. Em nota publicada na rede social X, a equipe do ex-presidente afirmou que as alegações não merecem resposta, mas que, diante da gravidade, decidiram se pronunciar.
“Por respeito à presidência, normalmente não respondemos às constantes desinformações que saem desta Casa Branca. Mas essas acusações são absurdas o suficiente para exigir uma reação. São ridículas e claramente uma tentativa fraca de desviar a atenção”, declarou o gabinete.
